domingo, 16 de setembro de 2018

Amanhecer

Amanhecendo sob bola de fogo

Saudações polímatas!!!

Não sei se é de conhecimento de todos, mas nossa rotina começa bem cedo por aqui. As 6 da manhã já estamos trabalhando devido ao forte calor que faz por aqui e para todos ter uma noção do que estou dizendo, é só observar a foto que fiz do sol das 6h, uma enorme bola de fogo alaranjada no céu.

Todo trabalho realizado por nós é dividido em equipes. A primeira equipe é formada por nosso motoqueiro (Op. de motosserra) e o Sr. Francisco para localização de recursos no interior da floresta para construção da casa de feitio e a segunda equipe forma pelo seu Sr. Pedro e eu, onde estamos trabalhando na perfuração do nosso poço artesiano e fabricação de tijolos para construção da fornalha.

Quando estamos trabalhando no interior da floresta a temperatura é mais amena, porém, não menos quente do que se trabalhar no descampado onde estamos perfurando o poço. Na floresta temos a vantagem de estar cobertos pelas altas copas das arvores e pela humidade da floresta. Já no campo aberto não temos nenhum tipo de proteção além de nossas roupas e chapéus.
Na perfuração do poço, por ser feito manualmente trabalhamos com pequenas pausas para descanso e hidratação. Então o Sr. Pedro e eu devido ao forte calor trabalhamos por 2 horas por dia e depois seguimos para outras atividades aqui na obra.

Falta muito pouco para concluir a etapa de reunir todo o material que será utilizado na construção.
Falta muito pouco para o início da construção.
Por hoje é isso pessoal!!!

Fiquem todos ligados no blog para as novidades de nosso Templo do Acre, https://tpczs.blogspot.com
Meu nome é Gabriel Camargo e estarei trazendo as notícias diretamente de nossa jornada e do templo daqui de Cruzeiro do Sul/AC e do nosso querido Gurudeva Mahasurya.

Minhas mais humildes e sinceras reverências a toda Ordem Polimata.
Minhas mais humildes reverências a Ushanovos, Ioshins, Iripãn e Kokarpinochari.
Todas as Glórias à Sri Mahadeva, Sri Bhagavan e Sri Shakti Devi.  ki...
Todas as Glórias à Sri Guru Maharaj Mahacarya Mahasurya Pandit Swami.  ki....
Jay

sábado, 15 de setembro de 2018

Chegada em terras Polimatas

CZS/Acre 06 de setembro de 2018

Chegada em terras Polimata
Conhecendo a comunidade local e início dos trabalhos.

Após uns dias de adaptação a cidade e ao clima local, finalmente cheguei em terras que por mim será chamada de “Sagradas”, nas terras onde será construído nosso Templo e nossa morada. Adaptado a cidade, agora foi a vez de familiarização com a comunidade local e a rotina diária de trabalho que estará por vir de hoje em diante.

Fui apresentado por nosso Gurudeva ao Sr. Francisco conhecido aqui na região por Tatu (Ele não gosta de ser chamado de Tatu) nosso capataz, uma pessoa muito simples, mas de muito bom coração e de muita vontade de trabalhar. Feita as apresentações... Já me fez trabalhar e eu de cara disse: “Opa!!! Bora lá” e fui logo pegando a maior motosserra que temos aqui e fomos cortar uma árvore caída imensa, toda oca com uma parede bem espessa para usar como cano de escoamento em casos das monções[G1]  e cheias no período de chuva por aqui na estrada.
Ritmo do Projeto Nawa / Gabriel Camargo

Cheguei aqui justamente as vésperas do dia em que a comunidade receberia o prefeito da cidade de Cruzeiro do Sul para tratar de questões de prioridade, entre elas está a questão da perfuração dos poços artesianos, Projeto idealizado por nosso Gurudeva através da ONG Nawa, possibilitando aos moradores de receber água potável em suas casas. Hoje pude comprovar por mim mesmo o quão sério é a questão de não se ter água potável por aqui! Toda água consumida na comunidade para beber, tomar banho, lavar roupas, utensílios domésticos e para cozinhar vem de igarapés existentes na região. Pude ver de perto a qualidade desta água e acreditem!!! Vocês não consumiriam desta água.

Na caída da noite, espetacular por sinal. Céu todo estrelado e sem nenhuma nuvem que atrapalhasse o visual cheio de estrelas, as constelações todas visíveis, Sr. Pedro, Sr. Francisco e eu saímos para visitar três famílias (na qual uma me chamou a atenção) para a formação da Associação de moradores a qual será de muita importância para toda comunidade do Ramal.

Uma família em questão são produtores de farinha de mandioca atividade econômica principal por aqui. Quando chegamos, nos deparamos com um casal na preparação da farinha. O marido estava removendo toda a umidade da mandioca através de um sistema de prensa bem rustico onde haviam 5 sacas de 50kg de mandioca separados um a um por ripas de madeira. Uma vez feito o processo de remoção da água, a mandioca triturada passara por mais algumas etapas (Detalharei isso futuramente em documentário em vídeo) até chegar no produto final e serem vendidas nas feiras da cidade.

Para o primeiro dia foi bem movimentado....
Conheci as terras “Sagradas”, pessoas simples e receptivas, iniciei meus trabalhos aqui e de quebra.... banho de rio!!! Não temos água nas casas ainda.
Por hoje é isso pessoal!!!

Fiquem todos ligados no blog para as novidades de nosso Templo do Acre.
Meu nome é Gabriel Camargo e estarei trazendo as notícias diretamente de nossa jornada e do templo daqui de Cruzeiro do Sul/AC e do nosso querido Gurudeva Mahasurya.

Minhas mais humildes e sinceras reverências a toda Ordem Polimata.
Minhas mais humildes reverências a Ushanovos, Ioshins, Iripãn e Kokarpinochari.
Todas as Glórias à Sri Mahadeva, Sri Bhagavan e Sri Shakti Devi.  ki...
Todas as Glórias à Sri Guru Maharaj Mahacarya Mahasurya Pandit Swami.  ki....
Jay

segunda-feira, 13 de agosto de 2018

Satsanga à Śrī Jagannātha, Baladeva & Subhadrā e Gurupūrṇimā

Satsanga à Śrī Jagannātha, Baladeva & Subhadrā e Gurupūrṇimā
Templo Polimata Mairiporã
18 de Agosto 

Todas as Glórias à Śrī Guru Mahārāja Ācārya Mahāsūrya Paṇḍita Svāmī!
Todas as Glórias à Śrī Mahādeva!
Todas as Glórias à Śrī Bhagavan!
Todas as Glórias à Śrī Śakti Devī!
Todas as Glórias à Śrī Śrī Jagannātha, Śrī Śrī Baladeva e Śrī Śrī Subhadrā!

Neste mês de agosto, no Templo Polimata, celebraremos em nosso satsaṅga a Gurupūrṇimā junto à Sua Divina Graça Śrī Guru Mahārāja Ācārya Mahāsūrya Paṇḍita Svāmī, Sumo Grão-Mestre Polimata, em conjunto com a glorificação dos altíssimos Śrī Śrī Jagannātha, Śrī Śrī Baladeva e Śrī Śrī Subhadrā.

A Gurupūrṇimā é o ritual que acontece anualmente dentro das tradições hindu, jainista e budista (principalmente), com o objetivo de enaltecer os grandes professores espirituais, preceptores do amor e do conhecimento divinos.

A palavra sânscrita guru deriva de duas outras palavras: gu, que significa “ignorância, escuridão” e ru, que denota o dissipador desta condição, e a palavra pūrṇimā (“lua cheia”) indica a momento do mês em que o ritual ocorre. 

Tradicionalmente, esta homenagem ocorre no mês Āṣāḍha do calendário hindu (junho/julho do calendário gregoriano). Porém, dentro da tradição polimata, a Gurupūrṇimā é festejada no mês de agosto, uma vez que coincide com o ano novo pessoal e a ascensão da maestria de nosso Gurudeva. As Deidades escolhidas para acompanhar esta celebração, Śrī Jagannātha, Śrī Baladeva e Śrī Subhadrā, são as facetas divinas que regem o caminho espiritual de nosso guru dentro da tradição hindu.

Saiba mais sobre o Gurupūrṇimā: www.ordempolimata.com.br/gurupurnima

SÁBADO 

18:00 | Abertura do templo para o ritual
20:00 | ​Jantar com sopa vegana
21:00 | Palestra sobre ayahuasca

​*Aula de Mantrayoga (Introdução ao Sânscrito aplicado ao Mantrayoga)
*Palestra referente aos passatempos da Deidade do ritual do dia

23:00 | Satsaṅga com Ayahuasca, que conta com os rituais Aṣṭottaraśatanāmāvaḷiḥ, Abhiṣeka e Pūjā​
03:30 | Encerramento do Satsaṅga e descanso

DOMINGO 

08:00 | Café da Manhã
​09:00 | Aplicação de Kambô*
*Os interessados devem se inscrever no dia*

VALOR
- R$120,00 (dinheiro, débito/crédito no Templo)
Ou reserve sua vaga pelo site >> goo.gl/ZRDxu5
(PagSeguro e PayPal) 

- R$ 60,00 (valor para membros IP) 

MEDICINA DO KAMBÔ
Os interessados em receber esta medicina devem se inscrever no dia. Esta medicina NÃO está inclusa no valor de energia de troca dos rituais. 
Os valores são cobrados à parte: 
R$ 60,00 (membros avulso)
R$ 120,00 (visitantes avulso)
R$ 60,00 (visitantes e membros pós-ritual)





domingo, 5 de agosto de 2018

Templo Polimata no Acre



Após algumas semana em minha missão no Acre, gostaria de compartilhar nossa caminhada.

Iniciamos a organização do terreno e posse definitiva de nosso templo de selva.
Nas fotos temos o querido Sr. Pedro e o Sr. Francisco e uma em que o Mestre deixou ser fotografado  J

Templo Polimata Cruzeiro do Sul / Acre / Brasil









quarta-feira, 11 de abril de 2018

Yagé Orixas a Ogum

Yagé Orixas a Ogum


OGUM
            Ogum, orixá oriundo da mitologia iorubá, é muito mais do que regente dos caminhos e aplicador de lei. Sua vasta atuação encontra terreno fértil em diversos cultos para semear o caminho de guerreiro no coração de seus devotos e admiradores. Desde a sua adoração em cultos antigos até o presente momento de evolução, dificilmente aparece dissociado de sua espada e escudo. Relacionado à forja do ferro e à guerra, irmão de Exu e Oxóssi, é o senhor das próprias armas e caminhos, exalando postura tradicionalmente marcial e isenta de temores ou covardias.
Resultado de imagem para ogum

            Ogum é a representação da própria força em equilíbrio com a inteligência, estratégico e destemido, corajoso e voraz pelo domínio de si próprio. Sua vibração está ligada, por motivos culturais, ao poder de libertação e proteção que essa manifestação divina é capaz de conceder a quem tem fé, simbolizadas pelos já citados escudo e espada ou lança. Sincretizado com São Jorge e também com Santo Antônio, está sempre relacionado à batalhas e vitória sobre demandas, à escolta e ronda na luz e ao serviço devocional dos filhos de fé.
            Seu sincretismo com São Jorge exibe simbologia bastante pertinente ao posicioná-lo em domínio de seu cavalo com suas armas na mão. Acontece que o cavalo é associado, na psique humana, aos sentidos e impulsos animais do homem. O cavalo, quando cavalgando na escuridão, tem a visão noturna muito mais aguçada que o homem mas, quando a luz irradia, é o homem quem enxerga melhor do que o cavalo e assim o domina. Por esse motivo, São Jorge faz também sua morada na Lua, sendo a faceta que reflete a luz do Grande Sol e ilumina a terra em sua faceta de escuridão.
O mesmo acontece com aquele que se irradia sob a luz desse orixá e é igualmente valente o suficiente para ser conduzido por Ele pelas encruzilhadas e caminhos internos a fim de vencer os próprios impulsos de baixa frequência.
            Ao se trabalhar na vibração de Ogum, somos chamados a atender uma guerra interna que pode se manifestar sob diversos prismas e que tem por fim aumentar nosso grau de elevação sob nossas limitações espirituais, materiais, mentais e emocionais. Ogum conduz sempre à vitória pois está amparado no Pai Maior e nos traz, ao mesmo tempo, sensação de coragem e fé que nos impulsiona para tais batalhas sem medo e com garantia de sucesso de nossa luz sob as trevas.
            Antes mesmo de lutar, Ogum já venceu. E assim são também seus filhos e protegidos, livres de receios e amparados pela luz. Batalham com coração, mente e olhar fixos nos princípios divinos e com fé e convicção de que, no fundo, não há derrotas a serem temidas para quem age de acordo com a lei do Criador. Ogum é a manifestação maior do Guerreiro que venceu a maior de todas as demandas – sua natureza e impulsos egóicos -  e, por consequência, assim derruba todas os outras juntas através da servidão prestada junto ao Pai Divino.
Colaboração da nossa querida Irmã de Caminhada Espiritual integrante do Clã do Camaleão Beatriz Mazzini .
Texto Maravilhoso . 

quarta-feira, 14 de março de 2018

Okê Arô Okê Odé Salve o Caçador Orixá das Matas Oxossi

Saudamos o Orixá Oxossi com sua força do Rei das Matas.
OXÓSSI
Sabemos que na teoria dos cultos politeístas Deus se manifesta de inúmeras formas, sendo representado por diversas facetas individuais e específicas que nos levam a um conhecimento necessitado por nós naquele momento de acesso ao Divino. Esse conhecimento e essa busca tomam forma, no panteão dos Orixás, através de pai Oxóssi. Conhecido como o Grande Caçador, ligado intimamente a representação dos caboclos na umbanda como o chefe dessa falange, é representado comumente como um índio portando arco e flecha, muitas vezes em posição de caça.
Seu instrumento não poderia ser outro, pois a irradiação de Oxóssi é aquela que nos dá força espiritual e determinação em um só objetivo. Quando encoberta pela emanação desse Orixá, nossa alma se enverga como um arco perante ao divino e nossa determinação, foco e direcionamento corretos apontam para uma só presa: o próprio Criador, o autoconhecimento como sendo a mesma coisa que a realização de Deus nas suas criaturas. Quando essa inclinação natural amanhece no indivíduo, é pai Oxóssi quem instrui a boa caça espiritual, a busca correta pelo conhecimento divino, através dos caminhos que ele abre na mata, na vida e no coração de uma pessoa.

Nesse sentido, é Ele quem fornece aos seus filhos as caracteristicas necessárias para o alcance desse objetivo. Em graus menores, essas irradiações podem nos fazer alcançar em nossas vidas, como forma de demonstração de força da clareza de sua irradiação, conquistas menores, como realizações materiais e terrenas, ou emocionais. No entanto, ele é conhecido como o Caçador de uma flecha só, e essa flecha única é voltada ao conhecimento divino, naturalmente que nos limites do grau de evolução em que cada um de nós nos encontramos. Para nos alinharmos com esse foco, ele nos concede as imprescindíveis caracteristicas dos bons caçadores: paciência, inteligência, firmeza de sentido, foco, concentração, tempestividade, discrição, humildade, coragem, visão e tudo aquilo que necessitarmos para atingir nosso alvo de forma plena e eficaz.
Seu campo de atuação, como não poderia ser de forma diferente, são as matas, as florestas e os locais da natureza onde predomina o reino vegetal, pois é lá onde essas caracteristicas são exercitadas e onde encontramos a fartura e a maior quantidade de fontes de informação e conhecimento da natureza e dos processos de cura dentro das tradições indígenas e africanas. Isso ocorre, por exemplo, pois inúmeros processos de cura e conhecimento espirituais são relacionados as plantas e aos animais do habitat da vegetação de uma cultura. É onde o caçador sai para desenvolver e por a prova suas habilidades e também  onde encontra fartura e fontes de prover suas necessidades, como alimentos e medicinas.
A fartura, a sobrevivência e a busca pelo autoconhecimento, e nesse sentido falamos alinhado com o conhecimento espiritual, tem estreita conexão na linha de Oxóssi, porque a partir do momento que uma pessoa sai a procura desse último, qual seja, sua busca espiritual, Ele nao deixa que nada falte a esse filho e o recompensa com fartura tanto interna quanto externa, que pode vir a se manifestar de forma material, emocional ou espiritual, de acordo com a necessidade e merecimento daquela pessoa.

Como patrono da linha dos caboclos, ele devolve a postura e o comprometimento necessários àqueles que se encontram enfraquecidos de propósitos e de sabedoria, ensina o caminhar determinado e firme do caçador e usa sua paciente concentração para direcionar sua flecha de orientação exatamente onde ela deve atingir. 

quinta-feira, 15 de fevereiro de 2018

Todas as Glórias a Mahadeva . Haribol

ॐ Mahāśivarātri 2018 - Satsaṅga à śrī Śiva e śrī Pārvatī

Todas as Glórias à śrī Guru Mahārāja Ācārya Mahāsūrya Paṇḍita Svāmī!
Todas as Glórias à śrī Mahādeva!
Todas as Glórias à śrī Bhagavān!
Todas as Glórias à śrī Śakti Devī!
Todas as Glórias à śrī śrī Śiva e śrī śrī Pārvatī

Neste mês de fevereiro, com muito amor e devoção, celebraremos o grande festival Mahāśivarātri em nosso Satsaṅga Védico com Ayahuasca.

Trata-se de uma das datas mais importantes do hinduísmo, especialmente dentro da linha śivaíta – a tradição hindu que coloca o Senhor Mahādeva como figura central do panteão.

Śrī Śiva.
objetivo principal do festival é o direcionamento da mente junto à essência divina d’Aquele que tem a chave para a transcendência do ego para a liberação espiritual, em função das virtudes do sacrifício, da compaixão e da devoção.

É um período de breve intervalo entre a destruição e a criação. A partir de um processo de profunda introspecção, nos oferece honra de contemplar, junto à misericórdia do Senhor Śiva, os motivos de nossa decadência. Identificando,pois, tanto o que precisa ser erradicado de nossos corações, como as virtudes necessárias para que possamos alcançar mokṣa – a liberação última.

As principais atividades da celebração incluem o jejum, abhiṣeka (banho dhármico) de śivaliṅgas, e a vigília durante toda a madrugada em meditação junto à entonação do pañcākṣarīmantra (mantra das 5 sílabas sagradas: oṃ namaḥ śivāya), juntamente à pūjā, ofertando itens como:

pasta kumkum: usada nas tilakas (marcas nas testas dos devotos, conhecidas também como bindus), e que representa as virtudes buscadas;
- frutas: representam a longevidade e a concessão dos desejos;
- incensos: purificação e riqueza;
- lamparinas: obtenção do conhecimento;
- folhas de Bael (ou marmeleiro-da-Índia): purificação da alma.

Devotos ao redor de um śivaliṅgam.
A data em questão está profundamente ligada aos ciclos lunares, considerando aabsoluta importância de Candra, um dos muitos nomes da Lua, para nosso planeta. Controla, por exemplo as marés os ciclos de fertilidade; e assim, consequentemente, os processos emocionais de nosso planeta.

Em todos os meses, a décima quarta noite do calendário lunissolar hindu é chamada de Śivarātri – em sânscrito, a “noite do Senhor Śiva”, ou a “noite auspiciosa” – a noite mais escura do mês.

É assim identificada devido ao ciclo descencional da Lua, que diminui nos catorze dias conseguintes à Lua Cheia, até mostrar-se apenas como um delicado traço no firmamento, durante sua fase minguante.

Dentro da cultura védica, a Lua é considerada a representação da alma em interação com a matéria, considerando que a mesma não emite luz própria, mas sim o reflexo da luz de Sūrya (o Sol)Consequentemente, é também Deidade que governa a mente humana, representando ego.

Desta forma, a força da simbologia yógica das Śivarātriencontra-se no dia do mês em que a Lua exerce menor influência sobre os processos emocionais no planeta, o CaturdaśīÉ o apogeu do ciclo descendente face ao materialismo, com forte atração ascendente para a unidade divina, que revela as distorções do egodiante da realidade.

Sendo assim, durante o Phālguna (mês equivalente ao período que varia entre fevereiro e março, no calendário gregoriano), temos o último Caturdaśī do inverno, que remete a um processo ainda maior de profunda reflexão. Destarte, nesta noite é celebrada a Mahāśivarātri, a “Grande Noite do Senhor Śiva” ou a “Grande Noite Auspiciosa”.

Há diversas versões que remetem às raízes deste festival. Dentre as mais famosas, está o casamento do Casal Cósmico, śrī Śiva e śrī Pārvatī, que já foi previamente explorada e pode ser encontrada em detalhes aqui.

Outra versão bastante popular contida nos Purāṇas elucida o motivo pelo qual a vigília é parte primordial das atividades da Mahāśivarātri.

Esta é conhecida como Samudra Mathana (a “Agitação do Oceano”) envolveum disputa entre os Devas e os Asuras em um processo similar à agitação do leite para a obtenção de manteiga. Todos reuniram-se junto ao Oceano Causal(feito de leite em seu estado mais puro) com o objetivo de obter o néctar da imortalidade (um subproduto do processo de agitação do leite, em analogia à manteiga).

Para tal, era necessário agitar o Oceano, utilizando o Monte Mandāra como haste e śrī Vāsuki Naga, o Rei das Serpentes, como corda. Diversas ervas foram adicionadas à mistura e então diversos subprodutos emergiram do Oceano Causal, incluindo um poderosíssimo veneno capaz de destruir toda a Criação.

O sacrifício de śrī Śiva no Samudra Mathana.
Com o objetivo de prevenir uma possível desgraça, clamaram pela misericórdia do Senhor da Destruição, śrī Śiva. Ele prontamente bebeu e veneno que, por provisão de śrī Pārvatī, ficou retido em sua garganta. Tamanha a potência do veneno, tingiu sua garganta de azul, o que lhe conferiu o nome de Nīlakantha (Aquele que tem a garganta azul).

Como parte do processo de cura, śrī Śiva deveria não poderia dormir naquela noite. Assim, todos se concentraram no processo de devocional Àquele que havia salvado toda a Criação, estabelecendo a Mahāśivarātri.

Invocações mântricas para o ritual:

महामृत्युंजय मन्त्र
mahāmṛtyuṃjaya mantra (mantra da grande superação da morte)

ॐ त्र्यम्बकं यजामहे सुगन्धिं पुष्टिवर्धनम् ।

उर्वारुकमिव बन्धनान्मृत्योर्मुक्षीय मामृतात् ॥

oṃ tryambakam yajāmahe sugandhim puṣṭivardhanam 
urvārukamiva bandhanān mṛtyormukṣīya māmṛitāt 

Reverenciamo-nos ao Senhor de Três Olhos, cuja fragrância alimenta e nutre todos os seres.
Como o pepino amadurecido – com a intervenção do jardineiro – é liberado de seu cativeiro, que Ele possa nos liberar da morte, guiando-nos à imortalidade.

पञ्चाक्षरीमन्त्र
pañcākṣarīmantra (mantra das 5 sílabas sagradas)

ॐ नमः शिवाय

oṃ namaḥ śivāya

Reverencio-me ao Auspicioso.

Nosso Satsaṅga Védico com Ayahuasca à śrī Śiva e śrī Pārvatī acontece no próximo sábado, dia 17/02, no Templo Polimata em Mairiporã, a partir das 19h.

Siga a programação no evento do Facebook.
Ingressos antecipados no 
site da Ordem Polimata.

Com muito amor, carinho e devoção,
Minhas mais humildes, sinceras e profundas reverências,

No domingo as 08:00 teremos roda de Kambo .
Interessados reservar na secretaria . 
Yuri D. Wolf