quarta-feira, 15 de junho de 2011

A Deusa Mãe Lusitana - Atégina

Deusa Mãe Lusitana que rege a Terra, Lua e o Submundo ouça minhas palavras além Mar.


Me reverencio a ti minha Mãe pois a reconheço, sei de vosso poder e revelação.


Aqui no Brasil, muitos dizem lhe conhecer, mais na realidade só ilusões ego-centrista demonstram, pois se tivessem visto sua face, em suas vidas demonstrariam tal verdade e realização. Nos equinócios sempre es lembrada,como em Elvas e Beja, junto ao bem amado Endovélio, em minha humilde casa que lhe serve.


220PX-~2Permita-me aqui revelar-lhe um pouco para aqueles que buscam a verdade em seu bem aventurado caminho.


Atégina – Deusa Mãe do povo Lusitano, senhora da Terra, Lua e do Submundo, seu nome provém do céltico “Ate/Aith” e “gena” que significa Renascida, senhora da Primavera


Enquanto ligada a Terra, senhora da fertilidade e dos frutos que a cada ano nascem e se renovam, assim desta forma manifestando o eterno renascimento.


Ataecina Turobrigensis Proserpina, em sua terra iniciaticaTuróbriga, eram assim denominada, fazendo relação com a Deusa Proserpina, durante o período romano em Portugal


O Culto de Devotio lhe era prestado, que através de invocações de certas formulas se poderia atrair sua ira a alguém, isto é invocar seu lado negro como mãe vingativa, que protege seus filhos amados.


Como Deusa da Cura, a história comprova através de diversas inscrições sobre graças alcançadas, como “Dea Domina Sancta”.


E na cabra e no corvo sua presença é vista, notada e realizada. E aos guerreiros sua proteção no campo de batalha e notada quando invocada, a de se lembrar quando as Portas do Sol, foram assim abertas no que é hoje a cidade de Santarém.


Eu que sou seu filho, peço-lhe sua proteção aqui, Além Mar.


Deste servo


Cernnunos de Além


MP Nuno MNH


Acarya Maha Surya Pandit .......

terça-feira, 14 de junho de 2011

Biblioteca Polimata

Neste ultimo sábado realizamos um pequeno mutirão com os membros que já estão residindo junto ao nosso pequeno monastério/asharam em inicio do processo espiritual comunitário.

Aqui será a futura biblioteca da Irmandade Polimata, atualmente possuímos mais de 7 mil livros, 1200 arquivos dos mais diversos fins e uns 6 mil livros digitalizados diferentes de nossos arquivos editorial imprenso.

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Juntos lixamos as paredes e passamos massa corrida para o alinhamento da mesma.

E interessante verificar novamente o fenômeno das bolas de luz nesta fotografia.

Irmandade Polimata

 

segunda-feira, 13 de junho de 2011

A Tempestade que Ilumina

A dias atrás uma tempestade veio trazer conhecimento, purificação e iluminação, para as mentes preparadas.

O universo conversa conosco de forma sincrônica quando permitimos sermos levados por suas sabias mãos.

Enquanto estávamos para inaugurar na Casa Monástica nossa lixeira, isto é, iniciando nosso primeiro processo de limpeza (espiritual, mental e material) desta casa, como é normal, o universo nos responde.

Ventos traziam a forte presença de meu senhor Vayú trazendo seu filho espiritual Hanuman, (O senhor da vitoria)entre macacos nos pinheiros, percebi que algo vinha em minha direção, e neste mesmo momento um irmão me telefona, me advertindo sobre uma mensagem recebida, que uma tempestade viria e que deveria nós preparar, uma manifestar de renovação.

Senti a tempestade limpar a minha alma, meu ser, minha casa ... Regando as plantas, dançando com ao ritmo do vento as arvores falavam a mim, e claramente pude ouvir novamente a voz do povo planta, do povo arvore, do povo folha ...

E eles disseram que novamente estaríamos juntos e unidos no caminho do coração.

ssA tempestade a cada momento falava mais alto, ao meu ser, e pude sentir como a muito tempo já não mais sentira, a eletricidade e luz se foi, e pude sentir com toda a intensidade o Pôr-do-sol e a plenitude da noite.

Em uma tempestade digna de filme de terror, senti os braços acolhedores de minha Mãe Divina e a paz adormeceu minha alma e corpo.

Sem eletricidade acordei, porém repleto de luz. Uma casal de águia pousa nos pinheiros e fico a observá-los, como que se comunicassem, sobrevoaram insistentemente a casa.

sE desta forma pude perceber a aproximação de algo. Porém na piscina pude ver meus pensamentos se concretizarem com a manifestação de uma pequena rã, que o Kambô veio manifestar sua presença curadora e de poder.

Tive assim a certeza que tudo estaria diferente ali para frente, ao caminhar pelo jardim fiz uma grande colheita que a tempestade me deixou de forma grata, minha Senhora Fortuna, tinha se manifestado com sua cornucópia.sss

Deste ser em realização e plenitude

MP Nuno MNH

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Algumas Rezas, Comidas e Ervas de Ogum

Gbàdúrà Ògún    Reza de Ogum
Oní ìjà oní ìjà    Senhor da luta, Senhor da guerra
Oní ìjà oní ìjà    Senhor da luta, Senhor da guerra
Àgò àgò meje e e    Com licença, com licença aos sete
Méje ó jé rìn e jojo    Os sete andam e é extremo
A l'èrù. Oní ìjà    O medo que nós sentimos. Senhor da luta
Oní Ìré, oní ìjà ó    Senhor de Irê, Senhor da luta
Ó gogoro ará òun    O corpo dele é esguio
Wá gbélé gbè aláàkòro    Venha morar e proteger a nossa casa Senhor do Acorô
A yin sìn, a yin sìn imonlè    Nós vos serviremos, nós vos serviremos imanlé
________________________________________
Lóònòn sí pa e, lóònòn sí pa e    Para vós que matamos no caminho, para vós que matamos no caminho
Oní ki àwúre, oní ki àwa pa    Senhor que nos abençoa, Senhor para quem matamos
Ògún OníÌré, Lóònòn sí pa e    Ogum Senhor de Irê, para quem sacrificamos no caminho
Olóònòn ki àwúre    Senhor dos caminhos que nos abençoa
________________________________________
Ògún Òrìsà ki ìjà àwúre    Ogum Orixá que luta e nos abençoa
E ló ki Ìré gbé ó    É aquele que mora em Irê
Dajú e e e àwa    Vigie-nos e guarde-nos
Dajú e olóònòn ó    Vigie-nos, dono dos caminhos
Dajú e olóònòn àwa    Vigie-nos, dono dos nossos caminhos
Dajú e olóònòn ó    Vigie-nos, dono dos caminhos
Dajú e olóònòn àwa    Vigie-nos, dono dos nossos caminhos

imagesQUALIDADES
Alagbede, Ogunjá, Omini, Wari, Akorô Onigbe, Mejê, Eroto ndo.
 
ERVAS USADAS PARA FINS LITÚRGICOS
Mariwô - Folha de palmeira de dendê –
Ìróko - Folha de loko –
Pepê - Malmequer bravo –
Teterégún – Canela de macaco –
Monam - Parietária – Aferê - Mutamba –
Piperégún - Nativo –
Obô - Rama de leite –
Eregê – Erva tostão, graminha –
Ibin – Folha de bicho –
Afoman -- Erva de passarinho –
Omun - Bredo –
Orin-rin - Alfavaquinha –
Odun-dun - Folha da costa (saião) –
Teté - Bredo sem espinhos –
Já - Capeba –
Anó-peipa – Cipó chumbo.

COMIDA PARA OGUN
Material Necessário: Inhame, Azeite-de-dendê e Mel de Abelha
Maneira de Fazer:
Assar o inhame na brasa. Depois de assado, descansa-se e tempera-se com Azeite-de-dendê e o mel de abelhas.
ERAN - O Eran (Carne) de Ogum é feito com miúdos de boi, cortados bem pequenos e cozidos no Azeite-de-dendê. Depois, eles são passados num refogado de cebola ralada e estão prontos.
EFUN - Farofa de mel - mistura-se a farinha de mandioca com mel de abelhas e pronto. Pode-se colocar num Oberó (prato de barro ou alguidar), nos pés de Ogum, ou nas estradas, pedindo a Ogum que adoce os seus caminhos e suas estradas.
Material Necessário: Farinha de milho branca folhas de bananeira (leite de coco e açúcar opcional)
Acaçá: Bolinho feito de milho macerado em água fria e depois moído, cozido e
envolvido, ainda morno, em folhas verdes de bananeira. (Preparado com leite de
coco e açúcar, é chamada acaçá de leite.) No candomblé, é oferecida a todos os Orixás de Exú a Oxalá.

MS.:. Odédemin

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Mythos–A história dos Deuses

“História que se conta”. Essa é a tradução literal mais próxima do significado de mythos. Os gregos em especial contribuíram no ocidente com a amplitude e influência dentro de sua época. Muitos povos antigos se inspiravam na cultura ateniense, até seus vizinhos romanos se renderam aos deuses do Olympus, porém com uma roupagem cultural própria para seu povo.

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Logicamente a mitologia grega não nasceu em um dia, como qualquer outra, foi forjada durante um longo período por povos diversos de forma oral. Invasores do norte trouxeram suas lendas, recebendo influência dos mercadores e viajantes que vinham da Ásia e África (com suas devidas culturas e Deuses) e de pouco a pouco, foram ocupando seus devidos lugares, tornando-se parte dos seus próprios Deuses muitas vezes nativos.

A gênese grega diz que no inicio existia o Caos, uma matéria composta de todos os elementos* e que através de suas acumulações foram manifestadas as formas físicas. Essas acumulações aos poucos foram obtendo controle sobre uma determinada área e assim nascerão os seus primeiros filhos Nix (Noite) e Érebo (Trevas) e de Nix nasceu os primeiros Deuses Urano (o Céu) e Gaia (a Terra).

* o hermetismo também aponta o mesmo princípio, mas através de conceitos alquímicos; Na ciência moderna da física quântica, essa matéria é referida como matéria negra;

Quando o Urano e Gaia se unirão, nascerão os Titãs, a própria manifestação da violenta força da natureza . O homem avançou em seu conhecimento e logo a natureza violenta primitiva foi evidenciada, quando o último e mais jovem dos Titãs, Cronos, com violência impar destronou seu pai e deu inicio a identidade cultural conhecida por ‘idade de ouro’. Crono tomou posse como nova divindade suprema a pedido de sua própria mãe, Gaia.

Cronos devorando um de seus filhosCronos devorou seus próprios filhos (Héstia, Deméter e Hera, Hades e Poseidon), com medo que o destronassem como fizera com seu pai. O único a escapar foi Zeus, o mais jovem. Após adquirir conhecimento e poder Zeus, com ajuda de Métis, vingou-se de seu pai Cronos, fazendo com que ele cuspisse seus irmãos devorados. Assim Zeus destronou seu pai Cronos e fundou a dinastia dos Deuses do Olympus, tornando-se a maior divindade da terceira geração de deuses.

Os novos Deuses do Olympus eram muito “refinados” ao contrario de seus tios (Hades, Posêidon). Conta Homero que quando desafiado por seu Tio Posêidon, Apolo disse:
“Se eu aceitasse lutar com você pelos homens, por essa pobre raça que cresce e murcha como folhas das árvores, você teria todo o direito de me chamar de louco e de achar que perdi o senso de medida”.

Paralelamente a essa mitologia, a sociedade Grega desenvolvia-se de maneira muito similar. A fim de tentar fazer uma linha de raciocínio, mesclaremos a história da sociedade com a mitologia já citada.

Quando existia Caos e a matéria condensada, a sociedade estava na idade das cavernas, onde o homem primitivo era o que existia. Ele não tinha a consciência de uma divindade superior.

Quando o homem primitivo começou a evoluir e viver também a base de agricultura, notaram que as maiores forças por eles conhecidas é que na verdade regiam suas vidas. Passaram a acreditar então que cultuando essa força superior, uma força benevolente cairia sobre eles. Denominaram então que o ‘deus vulcão’, o ‘deus vento’, o ‘deus mar’ e as outras forças conhecidas teriam suas próprias personificações. Essa foi a era em que a sociedade reconhecia a primeira geração dos deuses (Gaia, Nix, Urano...).

Posteriormente a sociedade evolui e vive sobre determinadas regras, tornando cada região um povoado com cultura independente. Foi o período que as culturas começaram a misturar-se devido às pequenas imigrações, período esse que foi concomitante com o período da idade de ouro de Cronos, reflexo da sociedade violenta e bruta da época, repleta de invasões e tomadas de cidades.

Conforme as sociedades se expandiam, suas culturas também iam se mesclando. Essa mistura de sociedades traziam um avanço tecnológico e “divino” as sociedades das mais diversas partes do mundo, constituindo as culturas de cidades-estados da época. A barbárie já não era mais empregada como antes, era uma época mais ‘cordial’ até mesmo entre os povos invasores e os que eram invadidos. Foi a época em que na mitologia Zeus destronou Cronos através do que se pode chamar de política (já que ele associou-se com Métis em busca de um bem comum).

motonline-e-o-momento-olimpicoPodemos então chegar a uma conclusão que tanto a história da sociedade quanto a história mitológica andaram por caminhos paralelos, tendo seus pontos em comum. E vemos que logicamente uma história influenciou a outra: tanto os acontecimentos da sociedade influenciaram a história mitológica quanto a mitologia influenciou os fatos históricos. Afinal, apesar de os deuses nem sempre serem os personagens principais, é muito raro não serem mencionados dentro de uma narrativa histórica.

Curiosamente, alguns deuses, semi-deuses, heróis e mesmo os homens dessas histórias e mitologias, localizavam-se dentro do mapa do mundo conhecido. Assim vemos locais reais  e de possível visitação dentro destes mitos como, o estreito de Gibraltar (antiga colunas de Hercules), Monte Olympus, Monte Parnaso (onde Apolo matou o Titã Píton)...

Na maioria das vezes não é a palavra dos Deuses que é transmitida, mais sim a história de um mundo em que Deuses e homens viviam.

MP Nuno MNH

terça-feira, 7 de junho de 2011

LENDAS DE OGUN

Ogum decidiu, depois de muitos anos longe de Irê, (sua terra e seu reino), voltar para visitar seu filho Infelizmente, as pessoas da cidade celebravam, no dia da sua chegada, uma cerimônia em que os participantes não podiam falar sob nenhum pretexto. Ogum cansado da viagem com fome e com sede; viu vários potes de vinho de palma, mas ignorava que estivessem vaziosogum2[1]. Ninguém o havia cumprimentado e nem saudado ou respondido às suas perguntas. Ele não era reconhecido no local por ter ficado ausente durante muito tempo. Ogum, cuja paciência é pequena achou que estavam o ignorando, enfureceu-se com o silêncio geral, por ele considerado ofensivo. Começou a quebrar com golpes de sua espada os potes e, logo depois, sem poder se conter, passou a cortar as cabeças das pessoas mais próximas, até que seu filho apareceu, oferecendo-lhe as suas comidas prediletas, como cães e caramujos, feijão regado com azeite-de-dendê e potes de vinho de palma. Enquanto saciava a sua fome e a sua sede, os habitantes de Irê cantavam louvores onde não faltava a menção a Ògúnjajá, que vem da frase ògún je ajá (Ogum come cachorro), o que lhe valeu o nome de ògúnjá. Satisfeito e acalmado, Ogum lamentou seus atos de violência e sua falta de paciência então declarou que já vivera bastante. Baixou a ponta de sua espada em direção ao chão o chão se abriu em um estrondo e Ogum desapareceu pela terra adentro com uma barulheira assustadora. Antes de desaparecer, entretanto, ele pronunciou algumas palavras. A essas palavras, ditas durante uma batalha, Ogum aparece imediatamente em socorro daquele que o evocou. Porém, elas não podem ser usadas em outras circunstâncias, pois, se não encontrar inimigos diante de si, é sobre o imprudente que Ogum lançará sua ira.

O ARQUÉTIPO DOS FILHOS DE OGUM
imagesCA0QBNHHOs filhos de Ogum possuem um temperamento um tanto violento, são impulsivos, briguentos e custam a perdoar as ofensas dos outros. Não são muito exigentes na comida, no vestir, nem tão pouco na moradia, com raras exceções.
São amigos camaradas, porém estão sempre envolvidos com demandas. Divertidos, despertam sempre interesse nas mulheres, tem seguidos relacionamentos sexuais, e não se fixam muito a uma só pessoa até realmente encontrarem seu grande amor.

  • Suas cores são o azul, vermelho ou verde dependendo da nação. Seu dia da semana é quinta-feira,
  • Seu sincretismo é com São Jorge.
  • Sua guia é feita com uma conta verde é uma vermelha para ogum onira e avagâ (para adjola contas azuis são incluídas)
  • Suas armas ou ferramentas são: espada, podão, lança, bigorna, escudo, capacete, tenaz, cobra em espiral, 13_sao_jorgecobra rasteira, ferradura, martelo, marreta, enxadas, ancinho, alicate, bisturi, serrote, etc
  • Metal: Ferro, aço e chumbo.
  • Minério: Diamante.
  • Predominância: Agricultura, guerra, viagens, caminhos e outros.

Por. MS.:. Odédemin

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