quinta-feira, 8 de novembro de 2018

ॐ Satsaṅgas à Śrī Viṣṇu


ॐ Satsaṅgas à Śrī Viṣṇu

November 7, 2018
Neste mês de novembro, a Ordem Polimata celebra 7 anos reverenciando a manifestação divina sob a forma d’Aquele que tudo permeia: Śrī Viṣṇu.

Śrī Viṣṇu.

Trata-se de uma das três principais deidades masculinas do panteão hindu. Sob a ótica mais popular, é conhecido como o mantenedor, junto à Śrī Brahmā, o criador, e Śrī Śiva, o destruidor/renovador, forma a Trimurti – a Trindade Suprema do Sanātanadharma.

Dentro da escola filosófica vaiṣṇava, ele é a representação máxima de Deus, personificando a misericórdia e a bondade, a onipotência divina que preserva o Universo e mantém a ordem dhármica do cosmos.

Śrī Bhagavan (“venerável, afortunado”, aquele que possui os seis atributos: domínio, poder, glória, esplendor, sabedoria e renúncia) é usualmente retratado com quatro braços, que representam sua onipresença, onipotência e onisciência nas quatro direções. Assim, seus membros anteriores representam sua ação no mundo material e os posteriores no mundo espiritual, e também representam os quatro Vedas (Ṛg, Sāma, Yajur e Atharva), a síntese do conhecimento absoluto universal.

Em cada uma de suas mãos, Śrī Viṣṇu segura os atributos-chefe de sua grandeza (a ordem dos atributos varia considerando diferentes arquétipos):

-       Padma (lótus): a flor, usualmente segurada por Śrī Viṣṇu em abhayamudrā (gesto manual que concede a bênção do destemor), representa a beleza Divina, a pureza, a liberação espiritual face ao enredamento material. O desabrochar do lótus à luz do Sol é uma analogia ao florescer da consciência no indivíduo, quando este desperta ao se aproximar de Deus.

-       Kaumodakī Gadā (maça): a “clava que confere a felicidade à Terra”, elimina o sofrimento da ignorância refletindo a opulência do Divino através de Seu intelecto cósmico primordial, fonte de toda a força física, mental e espiritual.

-       Pāñcajanya Śaṅkha (búzio): representa o poder criativo de Deus, a primeira manifestação articulada de linguagem do Universo, o som auṃ: a mais elevada frequência vibracional cósmica, condensada em uma só sílaba, que origina todas as formas universais.

-       Sudarśana Cakra (disco): “a roda da visão superior”, representa purificação e a espiritualização da mente dentro do processo de autorrealização da alma. É a destruição Divina do falso ego, da ilusão e da ignorância, que permite o desenvolvimento da visão espiritual, e que culmina com a visualização de Deus; objetifica a Suprema Invencibilidade do Dharma.

Sua pele em tom azulado é uma referência à Sua natureza infinita e que tudo permeia, em uma analogia à cor do céu.

Suas vestes amarelo-ouro representam os pertences de sua consorte, Śrī Lakṣmī, a personificação da realidade material. Também simbolizam os Vedas, como os raios de Sol dourados que irradiam felicidade, energia, êxtase, e que iluminam o intelecto.

Śrī Viṣṇu monta Śrī Garuḍa, a águia celestial, que exprime grande força, poder e misericórdia, e que supera os impulsos dos sentidos, usualmente representados pelas cobras. A simbologia da águia refere-se a jīva (alma individual) carregando consigo paramātma (a Superalma), que é Śrī Vāsudeva (“Aquele que habita a todos”), presente em todas as criaturas.

Śrī Viṣṇu montado em Śrī Garuḍa.

Enquanto Śrī Nārāyaṇa (“o homem primordial”, ou “Aquele que repousa sobre as águas”), repousa em Anantaśeṣa (a “serpente eterna”) sobre kāraṇārṇava, o oceano causal. Assim, por montar uma águia e apoiar-se sobre uma serpente, animais tidos como inimigos naturais, o Senhor Viṣṇu também é a imagem do equilíbrio perfeito, que triunfa ante a destruição, dissolvendo a inimizade.

Śrī Nārāyaṇa sobre o kāraṇārṇava, com Śrī Lakṣmī à seus pés de lótus.

As potências da dualidade presente em nosso universo mantém-se equânimes sob a vontade de Śrī Viṣṇu. Todavia, de tempos em tempos este equilíbrio é desestabilizado e a escuridão obtém vantagem, para que determinados processos possam ser desencadeados.

Desta forma, enquanto mantenedor do Dharma, o Senhor Sthitikartṛ (“Aquele que estabiliza”) desce à nossa dimensão para restabelecer a ordem como um avatāra (literalmente “aquele que desce”), uma encarnação divina, conforme mencionado na Bhagavad-Gītā, Capítulo 4, Verso 7:

यदा यदा हि धर्मस्य ग्लानिर्भवति भारत । 
अभ्युत्थानमधर्मस्य तदात्मानं सृजाम्यहम् ॥७॥ 
yadā yadā hi dharmasya glāniḥ bhavati bhārata ।
abhyutthānam adharmasya tadā ātmānam sṛjāmi aham ॥ 7 ॥

“Sempre e onde quer que haja um declínio na prática religiosa, ó descendente de Bharata, e uma ascensão predominante da irreligião – aí, então, Eu próprio faço Meu advento.”

Assim, a cada descida, Śrī Viṣṇu ensina uma lição diferente, relacionada com os motivos que levaram o Homem ao declínio naquele período, nas diferentes yugas (eras): satya (a era de ouro), tretā (a era de fogo),dvāpara (a era da dúvida) e kali (a era do revés). Posteriormente teremos um texto falando sobre as yugas, especificamente.

De diversas listas dos daśāvatāras (dez principais encarnações de Śrī Viṣṇu), pode-se destacar abaixo a mais famosa:

1.    Matsya (satya yuga) – o peixe;
2.    Kūrma (satya yuga) – a tartaruga;
3.    Varāha (satya yuga) – o javali;
4.    Nṛsiṃha (satya yuga) – o homem-leão;
5.    Vāmana (tretā yuga) – o anão;
6.    Paraśurāma (tretā yuga) – o brāhmaṇa-kṣatriya;
7.    Rāma (tretā yuga) – o rei virtuoso;
8.    Kṛṣṇa (dvāpara yuga) – o Todo-Atraente, que dispensa apresentações;
9. A. Balarāma (dvāpara yuga) – poderoso guerreiro, irmão de Śrī Kṛṣṇa
9. B. Buddha (kali yuga) – dependendo da tradição estudada, considera-se Gautama Śākyamuni como uma das encarnações do Senhor Viṣṇu;
10. Kalki (kali yuga) – uma encarnação futura, que descerá ao nosso plano ao final da presente era, marcando o retorno cíclico à satya yuga.

 Os daśāvatāras de Śrī Viṣṇu.

Assim, Śrī Viṣṇu é Aquele que tudo permeia. É a bondade, o fluxo da vida, o desenrolar da criação, a personificação da Suprema Līlā (passatempo, jogo) de criar e recriar, infinitamente.

 Invocações mântricas 

गायत्री
gāyatrī

ॐ नारायणाय विद्महे
वासुदेवाय धीमहि ।
तन्नो विष्णुः प्रचोदयात् ॥
auṃ nārāyaṇāya vidmahe
vāsudevāya dhīmahi ।
tanno viṣṇuḥ pracodayāt ॥

“Contemplamos Aquele que repousa sobre as águas da criação,
Meditamos n’Aquele que é o Senhor de Todos os Seres.
Reverenciamo-nos ao Onipenetrante, para que nos ilumine com sabedoria.”

द्वादशनो महामन्त्र
dvādaśano mahāmantra (“grande mantra de doze sílabas”)

ॐ नमो भगवते वासुदेवाय
auṃ namo bhagavate vāsudevāya

"Reverências ao venerável Senhor de todos os seres."

Os mantras serão aprofundados em nossa aula de língua sânscrita aplicada ao mantrayoga, que acontece por volta das 21h, antes dos rituais.

Nossos satsaṅgas com Ayahuasca à Śrī Viṣṇu e acontecem nos próximos sábados, dia 10/11, no Templo Polimata  de Campinas e dia 17/11 no Templo Polimata de Mairiporã, a partir das 19h.

Siga a programação dos eventos na Agenda Polimata.

Todas as Glórias à Śrī Guru Mahārāja Ācārya Mahāsūrya Paṇḍita Svāmī!

Todas as Glórias à Śrī Śrī Viṣṇu!

Minhas mais humildes, sinceras e profundas reverências,
                                                                                                                    
Yuri D. Wolf
सङ्कटमोचन
 Att: Renan Jorge 

domingo, 14 de outubro de 2018

Reflexões de Sabedoria 1


 “Fixe a atenção em si mesmo, seja consciente em cada instante do que pensa, sente, deseja e faz.”

Perdemos muito tempo observando os outros, suas ações e resultados. Perdendo assim o foco no que realmente importa, que somos nós próprios, ao nos afastarmos de nosso Ser, buscando observar outros e nos piores casos de forma obcecada ser o outro ou mesmo ter o que o outro conquistou, perdemos a oportunidade de alcançarmos através de nosso próprio merecimento e força, pois encontramo-nos a reagir a ação do próximo, deixamos de ser observadores e arquitetos que nossa vida e mundo, e ficamos presos por este carcereiro, já que você se permitiu fixar a sua atenção ao outro e não à si próprio. Liberte-se, escolha VOCÊ e deixe de ser seu próprio inimigo, o poder que seu inimigo possui é você que determina e concede devido ao apego a velhos hábitos e pensamentos destrutivos, quando manifestamos estes pensamentos ficamos também presos na destruição que desejamos.
Ao sermos conscientes de nos próprios, fixamos naturalmente a atenção em nós mesmos, assim podemos voltar para o campo da ação e não da reação. Neste Dharmaksetre que é a batalha e campo de peregrinação de vida pelo caminho do Dharma, das boas ações e iluminação, para que possamos ter alguma chance de iluminação devemos ter consciência desta batalha que se manifesta no pensamento, nas emoções, nos desejos e ações. No talmud diz:

“Preste atenção em teus pensamentos,
pois eles se tornarão palavras.
Preste atenção em tuas palavras,
pois elas se tornarão em atos.
Preste atenção em teus atos,
  pois eles se tornarão em hábitos.
Preste atenção em seus hábitos,
pois eles se tornarão teu caráter.
Preste atenção em teu caráter,
pois ele é teu destino.”

Mediante a forma que cada um de nós pensamos geramos as emoções e substancias bioquímicas em
sintonia, gerando paz, harmonia, raiva, ódio... O ser humano responde emocionalmente a estímulos bioquímicos assim se alimentando das próprias emoções.
Como existem pessoas que se alimentam de amor, harmonia, outros buscam o ódio, raiva, inveja. Cada um recebe o que deseja, assim será no final desta peregrinação.
A busca dhârmica de bons pensamentos e ações e parte essência da jornada espiritual do verdadeiro caminhante, aprender a lidar com a emoções conflitantes entre o que sentimos e o que pensamos e a mais importante batalha que Budha se refere, pois os pensamentos e emoções nutrem os desejos.
Budha diz que este e um mundo essencialmente de desejos, assim que realizamos um, criamos outro, num círculo aparentemente interminável, até que você assim limite os bons pensamentos, ações assim manifestando desejos mais plenos de evolução para si e os outros, um bom satori que uso é:

“Eu desejo receber em dobro o que lhe desejo”

Sejas o caminho de iluminação que desejas e contribua com o próximo sobre o mesmo prisma.
Em busca desta consciência que transcende o que acreditados, afinal, nem tudo o que acreditamos é verdade, podemos fazer o “certo”, a ação dharmica, termos a ação mais plena e equilibrada entre nosso próprio extremismo, isso é realmente evolução, estarmos consciente de nossos pensamentos, sentimentos e desejos, reflete nossa ação e aprendendo o que e como somos realmente, a mais pura verdade sobre nós carece de observação e aceitação.     
Agir dharmicamente se refere simplesmente a agir em pró da evolução espiritual de você enquanto alma espiritual inicialmente, tudo o que lhe ajuda a se aproximar mais da verdade em relação a você, Deus e ao Todo, é uma boa jornada dhârmica. Tudo que lhe afasta de você ter consciência si próprio, Deus e do Todo, se manifesta karmicamente, pois lhe afasta da verdade.
A busca de auto-definição não é um bom caminho, mas aqueles que buscam uma definição de seu próprio personagem nesta encarnação deve observar seus pensamentos, sentimentos, desejos e ações, assim a verdade se revelará. Se não gostar do que estas observando, simplesmente mude tomando um novo caminho em sua vida.

“Fixe a atenção em si mesmo, seja consciente em cada instante do que pensa, sente, deseja e faz.”

Este é um dos passos em uma jornada em busca de realização nos 3 planos (Material, Emocional e Espiritual) para que você alcance a sua verdade junto a uma consciência transcendental.



Minhas mais humildes reverências ao Mestre Georgiǐ Ivanovič Gǐurdžiev (Gurdjieff)
Atenciosamente, deste simples servo do caminho.
Mahasurya Swami

quinta-feira, 4 de outubro de 2018

Visitando núcleo Shanenawas – Povo do Pássaro Azul


Visitando núcleo Shanenawas – Povo do Pássaro Azul


Saudações Polimatas!!!

É com muita alegria e devoção que depois de 3 semanas de muito trabalho em nossa obra, eu tive a oportunidade de sair junto com nosso querido Gurudeva aqui comoMestre Arumuya Kane Varinawa Satanawa para minha primeira missão e de muitas outras que estão por vir aqui no Acre. E também meu primeiro estudo de campo dentro do Caminho Verde.

Logo de cara já posso afirmar a todos que foi uma das experiencias mais incríveis que tive oportunidade de vivenciar dentro do caminho espiritual e do caminho verde. Simplesmente fantástico!!!

Viajamos cerca de 5h de carro até o município de Feijó, reduto Shanenawa, Kaxinawa, Huni Kuin, Kolina entre tantas outras nações. Fomos de encontro as lideranças a cima citado para acertar detalhes da próxima caravana até nosso Templo.

Já em Feijó, saímos em busca de nosso Txai Naynawa Epa cacique líder da nação Shanenawa da aldeia Shanekaya. Mas essa busca não foi tão simples quanto pensamos que fosse. Devido as chuvas na região nosso acesso até a aldeia ficou limitado até um certo ponto da estrada depois seguimos caminhando sob terreno barrento e muito escorregadio, foi muito divertido, uma aventura e tanto. Isso no primeiro dia da missão!!!

Já no segundo dia, de volta a aldeia para buscar o Txai Naynawa para seguir em frente com nossa missão de nos encontrar com a liderança Kaxinawa tomamos uma canoa que em alguns momentos nosso Mestre reparou que a água invadia nosso transporte, fazendo pensar que a qualquer momento naufragaríamos no meio do Rio Envira. Mas chegamos bem e para mim foi uma pequena viajem bem emocionante...

Chegado na aldeia localizada a margem direita, subindo o Rio Envira saímos em busca do Pajé Kaxinawa, porem, sem sucesso. O mesmo não se encontrava na aldeia e sim no centro de Feijó (Terra do Açaí). Já na cidade obtivemos sucesso em nossa busca e tudo ocorreu como nosso Mestre gostaria.

Depois de uma reunião em um modesto restaurante da cidade retornamos até a aldeia para as gravações e produção de um documentário que o Mestre e eu estamos realizando. Muito em breve teremos um documentário muito especial sobre Medicinas. Aguardem!!!

Para as gravações fomos levados pelas lideranças indígenas ate um local que por eles é considerado sagrado e que pouco homem branco tem acesso. Local repleto de arvores, plantas, ervas medicinais e muito bicho. Me senti muito honrado por poder conhecer e estar neste local sagrado.

Foram 3 dias de missão de muitos estudos a aprendizado. Fiquei muito ligado em tudo que o Mestre me dizia e também no que Ele tratava com as lideranças indígenas. Coisas boas estão por vir pessoal, aguardem...

Nesta missão pude aprender a hierarquia dos Cocares, dos Pajés e também sobre o uso abusivo do Rapé e as doenças causadas por esse abuso. São 9 cocares no total, onde cada um tem seu ensinamento. Já os Pajés podemos classificar em 3 linhas de cura. Temos o Pajé Erveiro, que traz a cura através do estudo refinado das ervas da floresta; Pajé de Corpo, que traz a cura em conjunto com Arumuya no corpo físico e temos o Arumuya, o mais forte entre os Pajés, o Pajé Dimensional, que traz a cura através de viagens astral durante seu ritual de cura com as medicinas da floresta.

Em breve realizarei um estudo mais profundo sobre o assunto e teremos material de estudo bem completo para aqueles que desejam estudar a Cadeira do Xamanismo, o Caminho Verde, o Caminho dos Pajés em nosso Templo.

Por hoje é isso pessoal!!!

Fiquem todos ligados no blog para as novidades de nosso Templo do Acre.

Meu nome é Gabriel Camargo e estarei trazendo as notícias diretamente de nossa jornada e do templo daqui de Cruzeiro do Sul/AC e do nosso querido Gurudeva Mahasurya.

Minhas mais humildes e sinceras reverências a toda Ordem Polimata.

Minhas mais humildes reverências a Ushanovos, Ioshins, Iripãn e Kokarpinochari.

Todas as Glórias à Sri Mahadeva, Sri Bhagavan e Sri Shakti Devi.  ki...

Todas as Glórias à Sri Guru Maharaj Mahacarya Mahasurya Pandit Swami.  ki....

Jay

Jogo dos 7 erros

Tábua dos pecados capitais por Hieronymus Bosch 
  Em todas as estruturas sociais, sejam elas religiosas, místicas, cível, conjugal etc existem regras, explícitas ou não, um sistema que estimula algumas virtudes em detrimento a alguns vícios. Esse conjunto de diretrizes foram elaboradas, em muitos casos, baseados em conhecimento atemporal e imutável, louvando as atitudes e pensamentos positivos comumente aceito, como, caridade, compaixão, união, etc,  e dando a alcunha de pecado (na tradição ocidental) a atitudes como preguiça, raiva, mesquinhez, etc , atitudes essa que causam uma perturbação nas pessoas e no ambiente ao redor de maneira negativa, em muitos casos gerando dor e ou sofrimento para o praticante da ação ou o alvo dos atos.
São Tomás de Aquino
   Aqui neste blog ja tratamos dos quatro "inimigos" do homem de conhecimento (parte 1; parte 2) que são "vícios" , "pecados", ou "condições" no caminho daqueles que buscam a sabedoria, a elevação da alma, o despertar da consciência, do ponto de vista do universo dos livros de Carlos Castañeda baseado em conhecimentos xamânicos tradicionais de tempos ancestrais. Hoje falaremos um pouco sobre os sete pecados capitais, segundo o cristianismo. Essa lista foi elaborada com base em estudos anteriores a própria religião, se valendo de senso comum, observação, textos filosóficos, sem sua maioria gregos, e em tradições e conhecimentos judaicos (origem do cristianismo), são ditos capitais, pois são pecados raízes, aqueles que dão vazão para que outros aconteçam, é o estado de espirito em que a pessoa se encontra que a leva a outros erros mais concretos de fato (por exemplo, por ira matar, por inveja mentir, etc) uma forma de resumir e identificar estados que levam uma pessoa a não alcançar o "reino dos céus", no caso, capital vem da origem latina caput que significa cabeça, líder ou chefe.
   Sua lista definitiva, próxima do que conhecemos hoje, se deu no ano de  1273 com a suma teológica de São Tomás de Aquino, que revisou postulados anteriores como o estabelecido em 590 pelo papa Gregório I, que por sua vez se baseou em uma lista do século 4 de um monge grego, a lista do monge Evagrius Ponticus continham oito atitudes graves que o cristão poderia cometer: gula, fornicação, avareza, descrença, ira, desencorajamento, vanglória e soberba.
   Porém aquele que popularizou essa lista de maneira quase universal foi Dante Alighieri com sua divina comédia onde propunha, também, uma ordem para esses estados de consciência passando do mais distante de Deus até o menos distante, na ordem do mais brando até o mais ofensivo: LUXÚRIA, GULA, AVAREZA, PREGUIÇA, RAIVA, INVEJA e SOBERBA. Além disso categorizou inveja,raiva e soberba como pecados cometidos por amor pervertido, à insuficiência de amor ele conectou a preguiça e a luxúria,  gula e avareza com amor excessivo aos bens materiais.
Dante Alighieri
 Na bíblia, o livro mais lido e vendido no mundo, já alerta para algumas recomendações e proibições que envolvem, também os dez mandamentos, o capítulo 16 do livro dos Provérbios afirma: "Estas seis coisas aborrecem o Senhor, e a sétima a sua alma abomina: olhos altivos, a língua mentirosa, mãos que derramam sangue inocente, coração que maquina pensamentos viciosos, pés que se apressam a correr para o mal, testemunha falsa que profere mentiras e o que semeia contendas entre os irmãos", o que seria quase que um embrião da lista ja constando no livro sagrado.  

    Desde então listas das mais diversas têm se multiplicado nos mais diferentes círculos, Mahatma Gandhi (ativista, advogado,politico e mestre espiritual indiano, famoso pela sua participação na independência de seu país) elaborou sua  lista com sete pecados sociais,são eles: comércio sem moralidade; ciência sem humanidade; colaboração sem sacrifício; prazer sem consciência e conhecimento sem caráter. Até o próprio vaticano no ano de 2008 pela figura do bispo Gianfranco Girotti divulgou uma lista dos sete pecados modernos, o que não exclui a lista clássica e serve apenas de direcionamento para repensar algumas atitudes de nosso tempo, segue a lista do bispo: poluição ao meio ambiente; manipulação genética; riqueza obscena; empobrecimento alheio; tráfico de drogas; experiências científicas amorais e violação aos direitos humanos.
   Aos espiritualistas e caminhantes que se propõem em estudar a fundo as verdades dos deuses  é sempre bom estar atento aos estados de espirito para que não "caia em pecado" ou seja , envenenado por um estado negativo aja e pense de forma igualmente negativa repelindo o bem e a cura que estão tentando lhe acessar, a lista cristã assim como tantas outras recomendações de diferentes religiões (como não se deixar levar pelas oito preocupações mundanas, no budismo) nos dão o direcionamento da melhor trilha a seguir e da maneira menos dolorosa a se caminhar, como a máxima cristã diz ORAI E VIGIAI todas as 24 hrs por dia.

A conexão entre homem e Deus

terça-feira, 18 de setembro de 2018

Guias de Aruanda

GUIAS DE ARUANDA – CONSIDERAÇÕES E CURIOSIDADE


                Nada na espiritualidade é aleatório e não seria diferente quando se trata de guias. Os guias de Aruanda, especificamente, possuem por de trás de cada detalhe um fundamento e é isso que iremos explanar a seguir. Antes, porém, entenderemos resumidamente o que se entende por Aruanda.  No plano astral, cada linha ou segmento espiritual ou religioso possui um local correspondente paralelo. Exemplificativamente, temos muito conhecido no Brasil o Nosso Lar, paralelo do espiritismo kardecista no plano astral. Aruanda é o correspondente da umbanda. Esse nome, originalmente, era Luanda, capital da Angola, local para o qual muitos escravos pretendiam voltar ainda em vida. Essa cidade foi o maior porto de comércio escravagista da África portuguesa. Com as mutações da linguagem e o renascimento de cultos de matriz africana, Luanda tornou-se Aruanda e representa o local de morada e acolhimento dos espíritos amparados pelas Leis da Umbanda, por ter sido símbolo de liberdade, de retorno à terra natal.

                Passemos agora às considerações sobre os guias. Inicialmente, devemos ter em mente que um Orixá não é uma entidade guia. Um Orixá é uma deidade, uma manifestação do divino que nunca teve uma encarnação e não é humana. Sua representação imagética semelhante ao homem se faz para melhor compreendermos seus aspectos arquetípicos e assimilarmos melhor parte de seu conhecimento. Um orixá estará presente na coroa da pessoa, não sendo assim exatamente um mentor. Por hora, muito simplificadamente, podemos considera-los como vibrações divinas originais que atuam em campos determinados no divino, chamados de Tronos, cada um com suas propriedades e assentamentos. Dentro desses tronos, existem entrecruzamentos e orixás menores. Um orixá menor é um chefe de legião ou de falange. Importante ressaltar que as definições de orixás variam de culto para culto, mas é consenso que eles sejam deuses e não espíritos com encarnações prévias.
                Dentro da cadeia de guias, existem graus, linhas e dentro das linhas existem legiões,  falanges, sub falanges, agrupamentos, etc.  Esse conceito de hierarquia é muito definido e presente no desenvolvimento da organização espiritual e cada espírito responde em subordinação ao seu superior. As últimas divisões são os guias e protetores. O que vai nos indicar a qual lugar dentro dessa cadeia uma entidade pertence é o nome pela qual ela se apresenta e também o que ela mesma explica.  Podemos entender a qual lugar pertence uma entidade quando seu nome é simbolizador. Quando o nome é ocultador, possui um mistério que só será revelado pela própria entidade em momento oportuno.

                Um nome simbolizador é aquele que indica, através dos símbolos, alguma coisa a respeito daquele guia. Exu Tranca Ruas, por exemplo, já nos indica que é uma entidade do grau dos Exus que trabalha na linha à esquerda de Ogum, pois o ato de trancar rua é fechar um caminho, vibração relacionada a esse Orixá. Todo grau Exu responde à Ogum, mas não necessariamente trabalham na vibração desse orixá.  Um Exu do Lodo, por sua vez, seria do grau Exu e por isso responde a Ogum, mas trabalha na linha de Nanã. Sua falange é do Lodo, e dentro dela existem vários Exus do Lodo.  No nome simbolizador, algum símbolo, elemento, cor, local, fará a função de indicar seu posicionamento. Uma cabocla Estrela do Mar, nesse sentido, responde á Oxóssi por ser do grau caboclo mas trabalha na linha de Yemanjá.
                No nome ocultador, só saberemos a função de trabalho da entidade se ela mesma indicar. Como exemplo, temos muitos nomes de preto velhos que, apesar de comuns, são próprios. Pai Joaquim, Benedito, Vovó Maria, etc. Nesse sentido, os nomes dos guias não são necessariamente os de alguma encarnação, e não são escolhidos sem propósito. Eles são uma identidade espiritual que vai muito além da individualidade daquele espírito. Mesmo os nomes comuns e próprios tem um por quê e nos indicam a humildade de um espírito que abriu mão de ter um Eu consolidado no nome, fugindo a qualquer egolatria e se identificando da forma mais simples possível e, por isso mesmo, sendo geralmente de guias de vibração muitíssimo elevada.
                Todo grau de entidades possui um mistério e uma razão de ser, indo além da compreensão humana. Apesar disso, podemos ressaltar alguns pontos pacíficos nos tipos de trabalho. Sabemos, por exemplo, que o grau dos erês não necessariamente é formado por crianças que desencarnaram (apesar de isso não ser impossível) mas por espíritos que trabalham com questões de inocência, pureza, renovação, curiosidade, cura de emoções antigas e tudo relacionado à criança. De forma lúdica, muitos ensinamentos são passados assim.

                Quando da incorporação, cada grau vai irradiar um tipo de energia no médium que incorpora, além do trabalho para com terceiros. É muito comum a mulher que incorpora de forma alinhada sua pomba gira sentir-se muito bem posteriormente, com a energia renovada e vitalidade aguçada. Todos os guias e mentores de uma pessoa são exatamente os melhores que ela precisa para sua evolução e, consequentemente, são determinados pela composição dos orixás de sua coroa. Isso não significa que uma pessoa irá se limitar aos seus guias mais próximos. Dentro do polimatismo, é possível haver contato não apenas com seus próprios guias, mas com todos os guias necessários em algum momento para um trabalho.
                A confiança na inteligência maior do Pai Divino é essencial para entendermos que ele nos envia exatamente aquilo que precisamos, no momento que precisamos e da forma como precisamos para nossa evolução. Assim é com os guias de aruanda. Axé!

domingo, 16 de setembro de 2018

Amanhecer

Amanhecendo sob bola de fogo

Saudações polímatas!!!

Não sei se é de conhecimento de todos, mas nossa rotina começa bem cedo por aqui. As 6 da manhã já estamos trabalhando devido ao forte calor que faz por aqui e para todos ter uma noção do que estou dizendo, é só observar a foto que fiz do sol das 6h, uma enorme bola de fogo alaranjada no céu.

Todo trabalho realizado por nós é dividido em equipes. A primeira equipe é formada por nosso motoqueiro (Op. de motosserra) e o Sr. Francisco para localização de recursos no interior da floresta para construção da casa de feitio e a segunda equipe forma pelo seu Sr. Pedro e eu, onde estamos trabalhando na perfuração do nosso poço artesiano e fabricação de tijolos para construção da fornalha.

Quando estamos trabalhando no interior da floresta a temperatura é mais amena, porém, não menos quente do que se trabalhar no descampado onde estamos perfurando o poço. Na floresta temos a vantagem de estar cobertos pelas altas copas das arvores e pela humidade da floresta. Já no campo aberto não temos nenhum tipo de proteção além de nossas roupas e chapéus.
Na perfuração do poço, por ser feito manualmente trabalhamos com pequenas pausas para descanso e hidratação. Então o Sr. Pedro e eu devido ao forte calor trabalhamos por 2 horas por dia e depois seguimos para outras atividades aqui na obra.

Falta muito pouco para concluir a etapa de reunir todo o material que será utilizado na construção.
Falta muito pouco para o início da construção.
Por hoje é isso pessoal!!!

Fiquem todos ligados no blog para as novidades de nosso Templo do Acre, https://tpczs.blogspot.com
Meu nome é Gabriel Camargo e estarei trazendo as notícias diretamente de nossa jornada e do templo daqui de Cruzeiro do Sul/AC e do nosso querido Gurudeva Mahasurya.

Minhas mais humildes e sinceras reverências a toda Ordem Polimata.
Minhas mais humildes reverências a Ushanovos, Ioshins, Iripãn e Kokarpinochari.
Todas as Glórias à Sri Mahadeva, Sri Bhagavan e Sri Shakti Devi.  ki...
Todas as Glórias à Sri Guru Maharaj Mahacarya Mahasurya Pandit Swami.  ki....
Jay

sábado, 15 de setembro de 2018

Chegada em terras Polimatas

CZS/Acre 06 de setembro de 2018

Chegada em terras Polimata
Conhecendo a comunidade local e início dos trabalhos.

Após uns dias de adaptação a cidade e ao clima local, finalmente cheguei em terras que por mim será chamada de “Sagradas”, nas terras onde será construído nosso Templo e nossa morada. Adaptado a cidade, agora foi a vez de familiarização com a comunidade local e a rotina diária de trabalho que estará por vir de hoje em diante.

Fui apresentado por nosso Gurudeva ao Sr. Francisco conhecido aqui na região por Tatu (Ele não gosta de ser chamado de Tatu) nosso capataz, uma pessoa muito simples, mas de muito bom coração e de muita vontade de trabalhar. Feita as apresentações... Já me fez trabalhar e eu de cara disse: “Opa!!! Bora lá” e fui logo pegando a maior motosserra que temos aqui e fomos cortar uma árvore caída imensa, toda oca com uma parede bem espessa para usar como cano de escoamento em casos das monções[G1]  e cheias no período de chuva por aqui na estrada.
Ritmo do Projeto Nawa / Gabriel Camargo

Cheguei aqui justamente as vésperas do dia em que a comunidade receberia o prefeito da cidade de Cruzeiro do Sul para tratar de questões de prioridade, entre elas está a questão da perfuração dos poços artesianos, Projeto idealizado por nosso Gurudeva através da ONG Nawa, possibilitando aos moradores de receber água potável em suas casas. Hoje pude comprovar por mim mesmo o quão sério é a questão de não se ter água potável por aqui! Toda água consumida na comunidade para beber, tomar banho, lavar roupas, utensílios domésticos e para cozinhar vem de igarapés existentes na região. Pude ver de perto a qualidade desta água e acreditem!!! Vocês não consumiriam desta água.

Na caída da noite, espetacular por sinal. Céu todo estrelado e sem nenhuma nuvem que atrapalhasse o visual cheio de estrelas, as constelações todas visíveis, Sr. Pedro, Sr. Francisco e eu saímos para visitar três famílias (na qual uma me chamou a atenção) para a formação da Associação de moradores a qual será de muita importância para toda comunidade do Ramal.

Uma família em questão são produtores de farinha de mandioca atividade econômica principal por aqui. Quando chegamos, nos deparamos com um casal na preparação da farinha. O marido estava removendo toda a umidade da mandioca através de um sistema de prensa bem rustico onde haviam 5 sacas de 50kg de mandioca separados um a um por ripas de madeira. Uma vez feito o processo de remoção da água, a mandioca triturada passara por mais algumas etapas (Detalharei isso futuramente em documentário em vídeo) até chegar no produto final e serem vendidas nas feiras da cidade.

Para o primeiro dia foi bem movimentado....
Conheci as terras “Sagradas”, pessoas simples e receptivas, iniciei meus trabalhos aqui e de quebra.... banho de rio!!! Não temos água nas casas ainda.
Por hoje é isso pessoal!!!

Fiquem todos ligados no blog para as novidades de nosso Templo do Acre.
Meu nome é Gabriel Camargo e estarei trazendo as notícias diretamente de nossa jornada e do templo daqui de Cruzeiro do Sul/AC e do nosso querido Gurudeva Mahasurya.

Minhas mais humildes e sinceras reverências a toda Ordem Polimata.
Minhas mais humildes reverências a Ushanovos, Ioshins, Iripãn e Kokarpinochari.
Todas as Glórias à Sri Mahadeva, Sri Bhagavan e Sri Shakti Devi.  ki...
Todas as Glórias à Sri Guru Maharaj Mahacarya Mahasurya Pandit Swami.  ki....
Jay