quinta-feira, 15 de dezembro de 2016

terça-feira, 13 de dezembro de 2016

Śrī Lakṣmī & Śrī Gaṇeśa

Todas as Glórias à śrī Guru Mahārāja Ācārya Mahāsūrya Paṇḍita Svāmī!
Todas as Glórias à śrī Mahādeva!
Todas as Glórias à śrī Bhagavan!
Todas as Glórias à śrī Śakti Devī!
Todas as Glórias à śrī śrī Mahālakṣmī Devī e śrī śrī Mahāgaṇapati!

Śrī Lakṣmī e śrī Gaṇeśa.

Śrī Lakṣmī (
श्रीलक्ष्मीé a personificação do esplendor, da beleza, da riqueza e da prosperidade dentro da Cultura Védica. 

É a śakti de śrī Viṣṇu, usualmente retratada aos pés de lótus de Seu Amado, quando Este é conceitualizado como śrī Nārāyaṇa. Assim, é Sua contraparte feminina e, enquanto a potência energética do Mantenedor do Universo, é Aquela que concede a bênção que permite ao devoto a “identificar e compreender seus objetivos” – eis o significado de seu nome, em sânscrito – além do véu da escuridão.

Śrī Nārāyaṇa e śrī Lakṣmī (śrī Brahmā e śrī Śiva ao fundo).

É também uma das Grandes Mães do Sanātanadharma. Ao lado de śrī Sarasvatī (consorte de śrī Brahmā, Aquele que cria) e śrī Pārvatī (consorte de śrī Śiva, Aquele que destrói/transforma), forma a Tridevī – versão feminina da Trimūrti, a Trindade Suprema do panteão hindu.

Em sua iconografia mais famosa, aparece com quarto braços, que representam os quarto grande objetivos da humanidade: Dharma (a busca pela vida justa, ética e moral), artha (desenvolvimento dos meios materiais), kāma (a realização emocional) e mokṣa (a liberação última, alcançada através do autoconhecimento).

As flores de lótus que śrī Lakṣmī carrega em suas mãos posteriores representam jñāna (o verdadeiro conhecimento), a autorrealização, a consciência, o karma e a pureza, através da analogia da mais linda flor de luz que nasce em meio às águas pantanosas da ignorância.

Em uma de suas mão anteriores, em abhayamudrā, ela concede a bênção do destemor, de onde jorram moedas de ouro, que simbolizam a infinita riqueza material e espiritual de Sua natureza. Em Sua outra mão, em varadamudrā, concede a bênção da benevolência e caridade (dāna).

Sua montaria (vāhana) é Ulūka, a coruja. Simboliza proteção, paciência, inteligência e sabedoria, mantendo-se atenta na escuridão. Todavia, por ser um animal noturno, que não enxerga de forma plena sob luz do dia, também representa a tendência natural do caminhante espiritual (sādhaka) à buscar excessiva ou exclusivamente a riqueza material em detrimento à prosperidade espiritual.

Śrī Lakṣmī possui oito manifestações secundárias (Aṣṭalakṣmī), relacionadas a oito fontes de riqueza, e que representam as principais potências de śrī Mahālakṣmī, sua manifestação enquanto a Suprema Saktidevī:

-       Ādi Lakṣmī: Sua manifestação primordial, a śakti de śrī Viṣṇu;
-       Dhana Lakṣmī: Aquela que concede a riqueza material;
-       Dhānya Lakṣmī: Aquela que concede a riqueza na agricultura;
-       Gaja Lakṣmī: Aquela que concede o poder da realeza;
-       Santāna Lakṣmī: Aquela que protege a prole;
-       Vīra Lakṣmī: Aquela que concede a coragem e a força;
-       Vijaya Lakṣmī: Aquela que concede a vitória sobre os obstáculos
-       Vidyā Lakṣmī: Aquela que concede o conhecimento, também nas artes e ciências.

Aṣṭalakṣmī.

Śrī Gaṇeśa (
श्रीगणेश), usualmente também chamado de śrī Gaṇapati (“Senhor dos Gaṇas”, a guarda de śrī Śiva), é o deus com cabeça de elefante, uma das Deidades mais populares do hinduísmo. 

śrī Gaṇeśa em todo Seu esplendor.
É a personificação da Sabedoria (vijñāna) e do intelecto (buddhi), o Senhor dos obstáculos (śrī Vighneśvara), Aquele que abre os caminhos do sādhaka para a realização material, emocional e espiritual, mas que também cria impedimentos que ajudam a fechar as portas das tentações que atrapalham o caminho Dhármico.  É “a porta de entrada” do panteão hindu, bem como o Senhor da escrita e do aprendizado.

Filho de śrī Pārvatī e śrī Śiva, o casal cósmico, possui diversas histórias diferentes que narram seu aparecimento. Em uma das mais famosas alegorias, conta-se que teve Seu corpo moldado em argila por Sua mãe, com uma cabeça humana; após conferir-Lhe o sopro da vida, śrī Pārvatī designou-O como guardião de Sua residência, enquanto Seu pai viajava pelos Himalayas. Obteve então Sua cabeça de elefante após de decapitado pelo próprio pai, que ainda não o conhecia, quando impediu que o mesmo adentrasse Sua casa. 

Desesperada pelo sentimento de perda de Sua criança, a Senhora da Montanha projeta toda Sua fúria sobre śrī Mahādeva, , manifestando a natureza protetora de sua essência materna, transformando-Se em śrī Durgā. Assim, tomado pelo remorso, śrī Śiva se compromete com Sua consorte a reverter o incidente e designa à Seus servos uma busca pelo primeiro ser que fosse encontrado dormindo virado para o norte. 

Retornam com uma imponente cabeça de elefante, que então substitui a que havia sido decepada. Para amenizar o desgosto de Sua consorte, śrī Śiva declara que Aquele é Seu primogênito, elevando-O ao status de Deidade, concedendo-Lhe o comando de suas tropas e instituindo Sua adoração antes de quaisquer rituais e demais atividades religiosas.

A cabeça de elefante de śrī Gaṇapati apresenta uma quase que imperceptível boca e grandes orelhas, uma analogia ao “falar menos, ouvir mais”. Os grandes olhos representam a visão que alcança além da aparente realidade material e a presa quebrada representa o sacrifício Dhármico de śrī Ekadanta (“Aquele que tem somente uma presa”), que autoflagelou-Se para registrar em texto a narração do grande épico Mahābhārata, ditado por Vyāsadeva.


Vyāsadeva ditando o grande épico hindu à śrī Gaṇapati.
Usualmente é representado com quatro braços. Em suas mão posteriores, segura um machado (paraśu), para cortar o denso apego ao mundo material e uma corda (pāśa), para obstruir ou liberar o caminho do devoto. Em suas mãos anteriores, concede a bênção do destemor (abhayamudrā) e segura um pote de doces (modakas ou laḍḍus), que representam os doces frutos em recompensa ao trabalho Dhármico.

Apresenta o abdômen avantajado pois carrega em Si passado, presente e futuro: todo o Cosmos. Também representa sua generosidade, a sincera e total aceitação e proteção que Ele assegura ao Universo.

Possui diversos vāhanas, que variam de acordo com as diversas manifestações de śrī Gaṇapati: vāsuki (a naja sagrada), mayūra (o pavão), siṃha (o leão), e, o mais famoso, mūṣaka (o rato), que representa tamoguṇa, os desejos.

Dentre as muitas manifestações de śrī Gaṇeśa, oito delas são destacadas:

-       Vakratuṇḍa: Aquele que possui a tromba curvada, representa a vitória sobre a inveja;
-       Ekadanta: Aquele que possui somente uma presa, vale à superação da arrogância;
-       Mahodara: Aquele que possui uma grande barriga, personifica a derrota da ilusão e da ignorância;
-       Gajānana: Aquele que possui a face de um elefante, simboliza o triunfo diante da ganância;
-       Lambodara: literalmente, “o barrigudo”, representa a conquista da ira;
-       Vikaṭa: O deformado, vale ao controle dos desejos;
-       Vighnarāja: O rei dos obstáculos, personifica a superação do ego;
-       Dhūmravarṇa: Aquele que possui cor de fumaça, simboliza a superação do orgulho.

Assim, considerando que śrī Lakṣmī e śrī Gaṇeśa não são um casal propriamente dito, como śrī Rādhākṛṣṇa ou śrī Pārvatī e śrī Śiva, a adoração de ambos em conjunto se dá pela similaridade e união complementar de suas simbologias relacionadas à bem-aventurança e realização, a sutileza e doçura divinas.

Por fim, a riqueza e a prosperidade concedidas por śrī Lakṣmī só podem ser alcançadas pelo sādhaka que superou os obstáculos de sua vida através do trabalho Dhármico ensinado por śrī Gaṇapati. Da mesma forma, de nada vale o esplendor sem sabedoria, e não se alcança a abundância sem um afiado intelecto. 


Invocações Mântricas para o ritual:

श्रीलक्ष्मी
Śrī Lakṣmī

गायत्री
gāyatrī

ॐ श्रीमहालक्ष्म्यै च विद्महे
विष्णुपत्न्यै च धीमहि ।
तन्नो लक्ष्मी प्रचोदयात् ॥

oṃ śrī mahālakṣmyai ca vidmahe
viṣṇupatnyai ca dhīmahi 
tanno lakṣmī pracodayāt 

Contemplamos Aquela que é a Suprema Śaktidevī,
Meditamos por compreensão n’Aquela que é a consorte de śrī Viṣṇu
Reverenciamo-nos Àquela que concede a realização de nosso Dharma, para que nos ilumine com sabedoria.

बीजमन्त्र
bījamantra

ॐ श्रीमहालक्ष्म्यै नमः

oṃ śrī mahālakṣmyai namaḥ

Reverenciamo-nos à Suprema Saktidevī.

श्रीगणेश
Śrī Gaṇeśa

गायत्रीgāyatrī

ॐ एकदन्ताय विद्महे
वक्रतुण्डाय धीमहि ।
तन्नो दन्तिः प्रचोदयात् ॥

oṃ ekadantāya vidmahe
vakratuṇḍāya dhīmahi 
tanno dantiḥ pracodayāt 

Contemplamos Aquele que possui somente uma presa,
Meditamos por compreensão n’Aquele que tem a tromba curvada
Reverenciamo-nos Àquele que possui presas, para que nos ilumine com sabedoria.

बीजमन्त्र
bījamantra

ॐ गं गणपतये नमः

oṃ gaṁ gaṇapataye namaḥ

Reverencio-me ao Senhor dos Gaas.

* Sobre os bījas:
-       śrī/śrīm: sílaba de força lunar, que remete ao amor e devoção, à beleza, à fé e à rendição. Promove o desenvolvimento positivo junto ao Esplendor Divino;
-       gaṁ: de força solar, remete ao elemento terra e à manifestação material,  do Dharma. Promove o desenvolvimento do intelecto e da sabedoria.

As atividades de nosso último final de semana da Ordem Polimata em 2016 se iniciam a partir das 10h do próximo sábado, dia 17/12, teremos uma aula experimental de Yoga com a Professora Mary Makim. Esta atividade é gratuita para membros e possui valor de troca de R$ 15,00 para visitantes.

Nosso Satsang com Ayahuasca à śrī Lakṣmī Devī e à śrī Gaṇeśa inicia-se no Templo Polimata em Mairiporã, a partir das 19h.

No domingo, dia 18/12, teremos o almoço de confraternização indiano para membros e visitantes, a partir das 13h, com valor de troca de R$ 30,00 para membros (antecipado, apenas pelo site da Ordem) e R$ 50,00 para visitantes e membros que se manifestarem apenas na data do evento.

Após o almoço, teremos o Ritual de Prosperidade à śrī Lakṣmī Devī, fechando as atividades de 2017 da Ordem Polimata. Pedimos a todos que levem flores e frutas para a confecção da Mandala Viva à Deusa da Prosperidade.

Siga a programação no evento do Facebook.

Ingressos antecipados no site da Ordem Polimata.

Todas as Glórias à śrī śrī Mahālakṣmī Devī e śrī śrī Mahāgaṇapati.

Ki, Jai!


Reunião de Planejamento Polimata 2017

Reunião de Planejamento Polimata 2017

Agenda de Janeiro de 2017

Reunião do Conselho Mor Polimata
4/1 - 18h / Encontro na Casa Monástica Mairiporã
9/1 - 12h / Finalização

Convocados
Gabriel - Monica
Aline - Felipe
Emily - Nildo

Reunião de Comandantes e Diretores
Local. TP Mairiporã
11/1 - 12h / Inicio das Atividades
12/1 - 21h / Termino das Atividades

Convocados

  • Gabriel
  • Emily
  • Yuri
  • Raony
  • Renan
  • Nildo
  • Andreza
  • Maria
  • Vitor
  • Felipe
  • Aline
  • Carlos
  • Pedro

Sejam Pontuais  😊
Irmandade Polimata


segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

Penas Sagradas

Sou uma pena para cada vento que sopra. 
-Shakespeare, Conto de Inverno.

    Símbolos sagrados que ligam o Céu e a Terra, objetos mágicos de cura e proteção, membros essenciais de um voo ou, simplesmente, enfeites, presentes, objetos de contemplação, as penas são elementos divinos que conectam nossas almas ao elemento superior, através da leveza e pureza do Ar,
    Em, praticamente, todas as culturas tradicionais da Terra, e até algumas mais modernas, as penas são aliados fundamentais daquele que empreende sua "jornada xamânica". Como uma mensagem do grande espirito ou como um objeto de poder as penas podem curar, aconselhar e auxiliar o praticante, seu poder inerente vem do elemento Ar, através dos pássaros (símbolos de liberdade, coragem, determinação e leveza) elas alcançam o mais alto céu, cortam nuvens, chegam mais perto das estrelas do que a maioria de nós e sempre voltam a Terra de onde nasceram, onde habitam, suas raízes.

    Sua forma, suas cores e o animal de onde ela vem nos dão pistas de sua medicina, da mensagem decodificada que as acompanham, por exemplo, quanto as cores; Brancas: são símbolo de purificação, amor, pureza, vida nova e inocência; Pretas: símbolo de sabedoria mística advinda da iniciação espiritual. Também podem ser um aviso de saúde debilitada, morte ou transição imediata; Verdes: Trazem a renovação, novas direções e crescimento; Amarelas: Simbolizam a alegria, atenção mental, prosperidade, o sol, o masculino. Esses são só alguns exemplos, podendo elas serem das mais variadas cores inclusive com mais de uma cor ou iridescentes (com reflexos de cores brilhantes)

    Dentre a simbologia do totem animal temos alguns exemplos como a Coruja: Sabedoria interior, "ver no escuro", relação com o feminino, com os mistérios e o principio do yin; Águia: Agilidade, força, coragem, associada a energia masculina e o principio do yang, pelo seu poder inerente esse tipo de ave é muito sagrada em diversas culturas; Pavão: Um símbolo de proteção ou clarividência, também um simbolo do amor e do prazer sensual; Gaivota: Paz, serenidade, eternidade.
     De cultura para cultura a decodificação desses arquétipos podem variar um pouco, mas costumam se complementar ou têm uma ligeira diferenciação, no final quem vai dar a palavra final a mensagem que aquele presente divino carrega é o espirito, a situação em que a pessoa se encontra no momento o que esta passando pelo seu psiquê, e o que o grande espirito esta precisando contar ou reforçar.
 
    Muitas são as mensagens que podem chegar através de uma pena, mensagem mística do espirito, mensagem de cura e transformação, mensagem de liberdade, entrega e beleza, mensagem de determinação, força e coragem, muitas são as pessoas, os amores, os momentos que podem chegar através de uma pena, muitos são os lugares, as praias, as montanhas, as florestas que podem vir come uma pena, muitos são os estados mentais que podem se atingir com uma pena, através dessa ligação mágica entre o Céu e a Terra, através do voo livre no infinito recebemos um presente do universo que carrega um poder e uma fala especial para cada um de nós.
    Em qualquer lugar elas podem chegar, não importa se o local tem ou não pássaros, quando a mensagem precisa ser passada ela chegará ao destino, basta a nós estar atentos, aceitar e se entregar ao momento.
    Voe alto com suas penas ! Medite com uma delas na mão escute o que ela tem para te dizer, para te mostrar. mesmo que seja o imenso vazio, o plano aberto para se alçar os maiores voos, fique atento aos presentes que o universo nos dá. Viva os pássaros e suas majestosas danças no céu, vivam suas penas, mensagens divinas do espirito !


Irmandade Polimata
Raony Comando Xamanico

quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

quarta-feira, 30 de novembro de 2016

quarta-feira, 23 de novembro de 2016

Yage Orixa à Oxalá - Encerramento do Ano (Ayahuasca)

Yage Orixa à Oxalá, nosso encerramento anual aos orixas se realizará neste final de semana

Nossa semana dos Orixás será muito especial, com uma programação nova para nos religarmos aos Orixás e Guias em nossa caminhada espiritual, junto com o espirito sagrado da Ayahuasca.
Semana em homenagem a Pai Oxalá em que estaremos encerrando com chave de ouro as atividades da cadeira de cultura africana aqui no Templo Polimata de Mairiporã

PROGRAMAÇÃO
SÁBADO | 26 de Novembro
10:00 |  Ritual de Kambô - Interessados devem se inscrever no dia
​​19:00 | Ritual dos Guardiões - Gira de Esquerda, linha dos Exus
            | Jantar com sopão vegano
            | Palestra com temas diferentes a casa ritual
            | Ritual de Yagé Orixás - Ritual de invocação aos Orixas por meio do Yagé (Ayahuasca)

​Domingo | 27 de Novembro
08:00 | Café da Manhã
             | Aplicação de Kambô - Os interessados devem se inscrever no dia
             |Banho de Oxum - Banho e purificação das nossas guias e limpeza energética

São Paulo (Serra da Cantareira)

Transporte a partir da Estação Tucuruvi do Metrô.(reserve o transporte antecipadamente pelo telefones 985280431).
Visitantes e não-filiados devem se inscrever antecipadamente para as atividades pelo telefone (11) 2972-4849, Watsapp (11) 94939- 8340
Doações Visitantes:
                    Sábado/Domingo -  (R$ 100 reais)
                    Ritual de Kambô – R$ 70 reais (participantes do programa)
                                                   R$ 100 reais (visitantes apenas do Kambô)
Observações
* Tragam seu cobertor pessoal, saco de dormir e toalha.
* No dia do ritual evitar carne vermelha e bebidas alcoólicas.
* Venha com roupas quentes e de branco se possível.
Informações e reservas
Fone. (11) 2972-4849 \ Watsapp (11) 94939- 8340 \ polimata@terra.com.br

terça-feira, 22 de novembro de 2016

Inimigos naturais do homem de conhecimento - parte 2

Inimigos naturais do homem de conhecimento - parte 2
Reflexão acerca do livro, no original,"The Teachings of Don Juan" (a Erva do Diabo; Carlos Castaneda) - parte II

Dando sequencia ao artigo passado onde abordamos dois dos quatro inimigos, ou desafios, naturais de um homem de conhecimento (Medo, Clareza, Poder e Velhice) continuamos nossa saga rumo a sabedoria, após vencermos o medo, que nos impulsiona a fugir dos desafios, através da coragem e do enfrentamento chegamos a nosso segundo desafio a clareza, essa nos torna cegos e incapaz de evoluir no conhecimento, através da humildade e também do enfrentamento aprendemos que nossa total clareza nada mais era que apenas um ponto na frente dos nossos olhos, ao derrubar esse inimigo nos deparamos com o poder pleno, onde o caminhante tem total controle sobre si e as energias, o que o leva ao nosso terceiro inimigo natura, o PODER.
PODER: Este inimigo nasce do empoderamento do discípulo que agora controla tudo ao seu redor, ou será esse controlado pelo poder? , Don Juan diz:"Um  homem nesse estágio quase nem nota seu terceiro inimigo se aproximando. E de repente, sem saber, certamente terá perdido a batalha. Seu inimigo o terá transformado num homem cruel e caprichoso" e ainda segue comentando em outro trecho: "- Um homem que é derrotado pelo poder morre sem realmente saber manejá-lo. O poder é apenas uma carga em seu destino. Um homem desses não tem domínio sobre si, e não sabe quando ou como usar o seu poder."
Esse inimigo é o mais difícil de ser derrotado em função da falsa força que ele emana e por tentar o homem a "brincar de deus", porém se mesmo cego de poder durante algum tempo o homem abre seus olhos e volta a lutar contra, a batalha recomeça! (diferente do medo que se o aluno cair, o medo o afasta do caminho e ele nunca mais volta) A derrota definitiva vem quando o homem se rende ao poder e deixa-se perder-se. Para combater este mal ele ensina: "- Também tem de desafiá-lo, propositalmente. Tem de vir a compreender que o poder que parece ter adquirido, na verdade nunca é seu. Deve controlar-se em todas as ocasiões, tratando com cuidado e lealdade tudo o que aprendeu. Se conseguir ver que a clareza e o poder, sem seu controle sobre si, são piores do que os erros, ele chegará a um ponto em que tudo está controlado. Então, saberá quando e como usar seu poder. E assim terá derrotado seu terceiro inimigo."

Após uma longa e exaustiva caminhada rumo ao saber, depois de uma extensa e penosa batalha contra seus inimigos predecessores "no momento em que o homem não tem mais receios, não tem mais impaciências de clareza de espirito... um momento em que todo seu poder está controlado."   o sábio encontra, por fim, seu ultimo inimigo natural, aquele ao qual ninguém, de fato, pode derrotar, mas simplesmente afastar, depara-se então o homem com a Velhice.

VELHICE: Este fato biológico vai além do corpo, não se dá apenas na ultima fase da vida, mas pode atacar o discípulo a qualquer momento a partir da psique. Don Juan explica mais sobre esse desafio: "(...) vem o momento em que ele (homem de conhecimento) sente um desejo  irresistível de descansar. Se ele ceder completamente a seu desejo de se deitar e esquecer, se ele se afundar na fadiga, terá perdido o último round e seu inimigo o reduzirá a uma criatura velha e débil. Seu desejo de se retirar dominará toda sua clareza, seu poder e sabedoria."
    Porém em seu livro Castaneda, através de seu interlocutor indígena complementa:"Mas se o homem sacode sua fadiga, e vive seu destinocompletamente, então poderá ser chamado de um homem de conhecimento, nem que seja no breve momento em que ele consegue lutar contra o seu último inimigo invencível. Esse momento de clareza, poder e conhecimento é o suficiente."
    A importância destas lições transcendem apenas aos seguidores do caminho, mas pode adaptar-se a qualquer homem em qualquer área de conhecimento, é pertinente a reflexão sobre esses "inimigos" em todos os momentos de nossa vida, estarmos atentos as armadilhas que eles nos impõem ao longo da trilha é de grande valia para aqueles que querem, de fato, chegar ao fim da jornada. Coragem!, Observação!, Humildade!e Ação!
Irmandade Polimata
Raony (Comandante de Xamanismo TP)

quarta-feira, 16 de novembro de 2016

2ª Edição da Busca da Visão



2ª Edição da Busca da Visão
ATENÇÃO!! NOVA DATA EM 2017!!!
25, 26, 27 e 28 de Fevereiro de 2017

Retiro Xamânico de 4 dias na Serra da Cantareira durante a Semana do Carnaval!
Serão 4 dias de rituais xamânicos intensivos, partindo do Xamanismo Amazônico (Caminho Verde dos Pajés), Xamanismo Andino (Caminho do Condor), Xamanismo Norte-Americano (Caminho Vermelho) e Gnose Vegetal (Caminho do Guerreiro Dimensional).
O QUE É A BUSCA DA VISÃO?
A Busca da Visão é um retiro espiritual/ xamânico intensivo, que acontece bem no coração da Serra da Cantareira, podendo ficar em um local tranquilo, seguro e desfrutar das belezas da natureza.
QUANDO IRÁ ACONTECER?
Durante a semana de Carnaval/2017, nos dias 25, 26, 27 e 28 de Fevereiro de 2017
O QUE ACONTECERÁ NA BUSCA DA VISÃO?
Serão mais de 10 rituais xamânicos com a consagração das medicinas sagradas, uma verdadeira imersão na Busca pelo Autoconhecimento e pela Espiritualidade.
O QUE ESTÁ INCLUSO NESTA BUSCA?
Participação em todos os rituais com as sagradas medicinas (entre elas, citamos a ayahuasca, rapé, sananga e kambô)
Estadia no Templo durante estes 4 dias (podendo ficar nas instalações do templo ou no espaço de camping. Para acampar, é necessário que traga sua barraca).
Alimentação completa (café da manhã, almoço e jantar)
Palestras e orientações com o Mestre
QUAIS OS BENEFÍCIOS QUE TEREI AO PARTICIPAR DA BUSCA?
Tudo depende muito dos objetivos de cada um que atende ao chamado da Busca. As Medicinas favorem uma série de curas, entre elas:
Cura física
Material
Emocional
Espiritual
COMO FAÇO PARA PARTICIPAR/ME INSCREVER?
MEMBROS DA IRMANDADE POLIMATA
Acessar o site www.ordempolimata.com.br/busca-da-visao
**IMPORTANTE**
Somente os Membros da Irmandade poderão se inscrever pelo site da Ordem Polimata.
VISITANTES
Para todas as informações sobre o Busca da Visão, acesse: www.buscadavisao.com.br
É necessário preencher uma Ficha de Anamnese, procedimento padrão para todos os visitantes do templo antes de participar dos rituais.
Clique neste link para baixar a Ficha e siga os procedimentos>> goo.gl/Z2rnbb
LOCAL
Templo Polimata Mairiporã
Estrada Pedro Pereira da Silva, 71
Mairiporã - SP
Estamos apenas a 20 minutos da estação Tucuruvi (metrô).
COMO CHEGAR AO TEMPLO
Veja as coordenadas:
http://www.ordempolimata.com.br/localizacao
TRANSPORTE
Precisa de ajuda para chegar ao Templo?
Temos parcerias com empresas de transportes que buscam o visitante na estação Tucuruvi e deixam dentro do templo.
Veja as coordenadas: http://www.ordempolimata.com.br/como-chegar
RECOMENDAÇÕES
Saiba o que trazer para a Busca da Visão e as Recomendações: http://www.buscadavisao.com.br/o-que-trazer
INFORMAÇÕES
(11) 2972 4849
(11) 98225 8808 (TIM/WhatsApp)
(11) 98233 3038 (TIM/WhatsApp)
www.ordempolimata.com.br
www.buscadavisao.com.br
polimail@terra.com.br

Inimigos naturais do homem de conhecimento - parte 1

Reflexão acerca do livro, no original,"The Teachings of Don Juan" (a Erva do Diabo; Carlos Castaneda) - parte I -

Para mi solo recorrer los caminos que tienen corazon, culaquier camino que tenga corazon.
 Por ahi yo recorro, y la unica prueba que vale es atravesar todo largo. Y por ahi yo recorro mirando, mirando, sin alinto.
- DON JUAN

     No livro "A Erva do Diabo" Carlos Castaneda nos trás elementos de sabedoria tradicionais dos povos indígenas da região entre México e EUA, trabalhando entre os reais ensinamentos de xamãs e caminhantes com complemento de uma alegoria ficcional o autor nos apresenta alguns conceitos do uso de ervas de poder, de aliados no caminho da sabedoria, do aperfeiçoamento do ser, entre outros aspectos. Dentre os ensinamentos passados no livro um importante ponto de reflexão é a respeito dos"inimigos naturais do homem de conhecimento" a saber: MedoClareza, (abordados neste primeiro artigo) , Poder, Velhice,(segundo artigo). Em suas explicações o personagem Don Juan nos fala a respeito dos inimigos e como derrota-los:

MEDO: O primeiro dos quatro inimigos, nas palavras de Don Juan: "(...) O Medo! Um inimigo terrível, traiçoeiro, e difícil de vencer. Permanece oculto em todas as voltas do caminho, rondando à espreita. E se o homem, apavorado com sua presença foge, seu inimigo terá posto um fim à sua busca.". 
    Em outra passagem ele nos conta de onde surge esse medo: "- Quando um homem começa a aprender, ele nunca sabe muito claramente quais seus objetivos. Seu propósito é falho; sua intenção, vaga.Espera recompensas que nunca se materializarão, pois não conhece nada das dificuldades da aprendizagem." ele continua no verso a seguir, "Devagar, ele começa a aprender... a princípio, pouco a pouco, e depois em porções grandes.E logo seus pensamentos entram em choque. O que aprende nunca é o que ele imaginava, de modo que começa a ter medo. Aprender nunca é o que se espera. Cada passo da aprendizagem é uma nova tarefa, e o medo que o homem sente começa a crescer impiedosamente, sem ceder.Seu propósito torna-se um campo de batalha." Naturalmente, sem uma força de propósito o caminhante cai, aí reside a prova, vencer o medo para fortalecer o propósito e seguir adiante.
   O autor, através das palavras do xamã também nos dá a indicação do caminho para vencer os inimigos, no caso do medo ele diz: "- (...) Não deve fugir. Deve desafiar o medo, e, a despeito dele, deve dar o passo seguinte na aprendizagem, e o seguinte, e o seguinte. Deve ter medo, plenamente, e no entanto não deve parar. É esta a regra! E o momento chegará em que seu primeiro inimigo recua. O homem começa a se sentir seguro de si. Seu propósito torna-se mais forte. Aprender não é mais uma tarefa aterradora. Quando chega esse momento feliz, o homem pode dizer sem hesitar que derrotou seu primeiro inimigo natural.".

    Ao dominar seu primeiro inimigo o homem fica livre dele, adquiri a clareza, a clareza de espirito que apaga o medo, um momento feliz onde o discípulo conhece seus reais desejos, sabe como satisfaze-los, com o propósito fortalecido e confiante acerca dos mistérios ele encontra seu segundo inimigo:

CLAREZAO segundo inimigo natural, ou segundo grande desafio que o discípulo deve superar vem quase como uma consequência a primeira vitória, afinal, clareza de mais pode nos cegar, a respeito disso Don Juan nos fala: "( a clareza) Obriga o homem a nunca duvidar de si. Dá-lhe a segurança de que ele pode fazer o que bem entender, pois ele vê tudo claramente. E ele é corajoso porque é claro e não pára diante de nada porque é claro. Se o homem sucumbir a esse poder de faz-de-conta, sucumbiu a seu segundo inimigo, (...).Vai precipitar-se quando deveria ser paciente, ou vai ser paciente quando devia precipitar-se. (...)."
    Caso o aprendiz seja derrotado nesta etapa ele nunca volta ao medo, sua clareza não se dissipará seu conhecimento ficará estagnado e ele incapaz de aprender novas coisas e nem desejará por novos patamares, tornar-se-a um bravo guerreiro ou um palhaço porém nunca alcançará a sabedoria de fato.
    Para vencer este desafio nosso interlocutor ensina:"- Tem de fazer o que fez com o medo: tem de desafiar sua clareza e usá-la só para ver, e esperar com paciência e medir com cuidado antes de dar novos passos; deve pensar, acima de tudo, que sua clareza é quase um erro. E virá um momento em que ele compreenderá que sua clareza era apenas um ponto diante de sua vista. E assim ele terá vencido seu segundo inimigo, e estará numa posição em que nada mais poderá prejudicá-lo. Isso não será um engano. Não será um ponto diante da vista. Será o verdadeiro poder."

    Assim em sua longa jornada o caminhante já superou dois grandes obstáculos para chegar ao conhecimento, seu poder está pleno, seus aliados estão a sua ordem, não vê mais o ponto diante dos olhos, não existem obstáculos para nada  tem uma compreensão e uma ação em diversas esferas da vida, sua força esta nas alturas... mas aí ele se depara com o mais forte dos inimigos...o PODER.
    
Irmandade Polimata

Clã do Camaleão nesta Sexta

O Chamado do Clã do Camaleão nesta Sexta na Jornada do Caminho Verde dos Pajés.
Ordem Polimata
Templo Polimata 
Irmandade Polimata

segunda-feira, 7 de novembro de 2016

Voo do Condor - San Pedro / Wachuma

Voo do Condor - San Pedro / Wachuma

A Cadeira de Xamanismo, dentro de seus estudos do Caminho do Condor, realizará um dos rituais mais aguardados do ano: Ritual de San Pedro. 
Chamaremos as Forças das Montanhas, em nossa pequena montanha de conexão junto ao Avô San Pedro (Wachuma) e o Pai Condor nesta jornada em busca de autoconhecimento, sabedoria, cura e realização.
Dia 12 de Novembro / Sábado / 21hs
*Música ao vivo com o músico e compositor Victor Veiga, Icaros e Canções Indigenas
*Ritual do Fogo Sagrado com tambores xamânicos, rapés e sananga

LOCAL
Templo Polimata Mairiporã
Estrada Pedro Pereira da Silva, 71, Mairiporã 

COMO CHEGAR AO TEMPLO
Transportes disponíveis a partir da estação de metrô Tucuruvi.
Informações e reservas: (11)98225-8808 (TIM / WhatsApp)
Estamos bem próximos de São Paulo, a 20 minutos da estação Tucuruvi do metrô.
Temos parcerias com esquemas de transportes que buscam na estação e trazem até o Templo e na volta, do Templo até a estação por apenas 10,00/por pessoa e por cada trecho.
(*carro com 4 passageiros).
Fácil acesso da Zona Norte de São Paulo pela Av. Nova Cantareira.


CONTRIBUIÇÃO
R$ 150,00 (Visitantes)
R$ 70,00 (Membros)
INSCRIÇÃO PARA MEMBROS E VISITANTES: goo.gl/68E01K
*Pagamentos disponíveis via PayPal, com cartão de crédito ou boleto via PagSeguro ou à vista no dia do ritual*

RECOMENDAÇÕES
Antes de frequentar os rituais do Templo, recomendamos que evite consumir carnes e bebidas alcoólicas por um período de no mímino 24 horas.
Venha com roupas quentes e confortáveis, de preferência roupas brancas, pois na serra é comum fazer muito frio durante as madrugadas.
Para o seu conforto, traga cobertores, colchonetes de camping ou sacos de dormir e travesseiros.


INFORMAÇÕES E RESERVAS
(11)98225-8808 (TIM / WhatsApp)
(11) 2972 4849 (11:00 - 18:00)
www.ordempolimata.com.br

terça-feira, 25 de outubro de 2016

Voo do Condor - San Pedro / Wachuma

A Cadeira de Xamanismo, dentro de seus estudos do Caminho do Condor, realizará um dos rituais mais aguardados do ano: Ritual de San Pedro. 
Chamaremos as Forças das Montanhas, em nossa pequena montanha de conexão junto ao Avô San Pedro (Wachuma) e o Pai Condor nesta jornada em busca de autoconhecimento, sabedoria, cura e realização.
Dia 29 de Outubro / Sábado / 21hs
*Música ao vivo com o músico e compositor Victor Veiga, Icaros e Canções Indigenas
*Ritual do Fogo Sagrado com tambores xamânicos, rapés e sananga

LOCAL
Templo Polimata Mairiporã
Estrada Pedro Pereira da Silva, 71, Mairiporã 

COMO CHEGAR AO TEMPLO
Transportes disponíveis a partir da estação de metrô Tucuruvi.
Informações e reservas: (11)98225-8808 (TIM / WhatsApp)
Estamos bem próximos de São Paulo, a 20 minutos da estação Tucuruvi do metrô.
Temos parcerias com esquemas de transportes que buscam na estação e trazem até o Templo e na volta, do Templo até a estação por apenas 10,00/por pessoa e por cada trecho.
(*carro com 4 passageiros).
Fácil acesso da Zona Norte de São Paulo pela Av. Nova Cantareira.


CONTRIBUIÇÃO
R$ 150,00 (Visitantes)
R$ 70,00 (Membros)
INSCRIÇÃO PARA MEMBROS E VISITANTES: goo.gl/68E01K
*Pagamentos disponíveis via PayPal, com cartão de crédito ou boleto via PagSeguro ou à vista no dia do ritual*

RECOMENDAÇÕES
Antes de frequentar os rituais do Templo, recomendamos que evite consumir carnes e bebidas alcoólicas por um período de no mímino 24 horas.
Venha com roupas quentes e confortáveis, de preferência roupas brancas, pois na serra é comum fazer muito frio durante as madrugadas.
Para o seu conforto, traga cobertores, colchonetes de camping ou sacos de dormir e travesseiros.


INFORMAÇÕES E RESERVAS
(11)98225-8808 (TIM / WhatsApp)
(11) 2972 4849 (11:00 - 18:00)
www.ordempolimata.com.br

quinta-feira, 20 de outubro de 2016

A Jornada Xamanica

Prática comum em todas as culturas xamânicas da Terra, a Jornada, através da meditação, é o caminho que o xamã percorre para chegar ao seu objetivo (uma cura, um aconselhamento, um poder, etc.)
     Há muitas formas de se alcançar os chamados "estados alterados de consciência" ou as "portas da percepção", cada xamã, dentro de cada cultura, relaciona-se melhor com um transporte, dentre tambores, maracás, plantas psicoativas, silencio, dança, etc. Existem diversos transportes para que nos encaminhemos a estes estados mais elevados onde a realidade é percebida de uma maneira mais

Tambor xamãnico - Um poderoso transporte
e guia para Jornadas xamãnicas
ampla do que a "caixa fechada" em que vivemos. Ao longo da Jornada nos é permitido o contato com muitas forças auxiliadoras (elementais, animais, figuras históricas, alienígenas!, plantas, minerais, etc..), muitos tipos de espíritos que têm interesse em compartilhar conhecimento e poder, que seja para nosso próprio bem ou em benefício próprio, ou então para um propósito ainda maior. Todavia, o conceito de "bem" e "mal" é relativo, a lógica humana concreta se dissolve no infinito de possibilidades e formas existentes "do outro lado".
      Empreender uma Jornada exige compromisso e comprometimento por parte do xamã, pois muitas forças estão ali envolvidas para que esse momento sublime aconteça de modo satisfatório, a cumprir seus objetivos Nunca se começa a caminhar sem ter um propósito firme, um objetivo claro.
      Diferente da visão xamãnica, durante a Jornada estamos ativos, sentidos e sentimentos relacionam-se com o ambiente. Mediam a interação entre os planos, e mesmo se algum dos sentidos esteja "apagado", ainda assim contempla-se a Jornada. Não com os olhos da mente, mas com os olhos do coração. Caminhar, interagir e observar são máximas importantes para aqueles que fazem essa viagem ao interior da própria existência.
      A Jornada pode ser trilhada por todos para crescimento pessoal, para a cura pessoal e para conhecer nossos próprios guias e guardiões. Porém, para uma viagem para outra pessoa, ou EM outra pessoa, é necessário um xamã experiente para discernir e interagir melhor com os objetos que aparecerão.
  Todos fazemos pequenas Jornadas específicas inconscientes  seja elas através de sonhos, da paralisia do sono ou em longas meditações. Ao mesmo passo que fazemos a nossa longa Jornada da Vida em que viemos nos aprimorar neste mundo de sofrimento, caminhar é preciso! E como caminhar? Um pequeno pé a frente do outro, firme e sem pressa por todo o longo trajeto até que a semente plantada floresça e se fortifique para que mente, coração e espíritos voltem a se tornar UM.